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Modern Film Fest 2026 no Texas: 6 animes em 3 dias — vale a pena?

· · 5 min de leitura
Jovem em roupa esportiva faz alongamento ao lado de um projetor exibindo cenas de anime, com garrafa d'água e maca
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TL;DR: O Modern Film Festival 2026, realizado pelo Modern Art Museum of Fort Worth, no Texas, programou uma mostra dedicada a longas de animação japonesa entre os dias 18 e 20 de setembro. São seis títulos confirmados, mesclando clássicos cultuados como o filme de Revolutionary Girl utena e estreias mais recentes como chao e cocoon.

Curto e grosso: não é uma edição do tamanho da anime Expo, tampouco um evento do circuito dos grandes festivais internacionais. Mas para o público que valoriza curadoria, é uma chance rara de ver títulos raros (ou relançamentos) em cópia dublada ou legendada, com apresentação do pesquisador Marc Hairston — um dos editores fundadores da revista acadêmica Mechademia. Para o fã brasileiro, o interesse prático é indireto: serve como termômetro do que o circuito norte-americano de arte está absorvendo do anime atual.

O que o Modern Film Festival 2026 está programando para a mostra de anime?

  1. Adolescence of Utena (Revolutionary Girl Utena: The Movie) — 18 de setembro, 7:00 p.m. CDT. Reapresentação do longa de 1999 dirigido por Kunihiko Ikuhara, considerado uma das peças mais experimentais do cinema de animação japonês. É a âncora "cult" da programação.
  2. The Girl Who Leapt Through Time — 19 de setembro, 12:00 p.m. CDT. O filme de 2006 dirigido por Mamoru hosoda (o mesmo de Mirai e Wolf Children) segue funcionando como porta de entrada para quem nunca viu um anime "autoral" mais recente.
  3. ChaO — 19 de setembro, 2:00 p.m. CDT. Longa original do estúdio indicado pela própria produção como um dos destaques da mostra, programado em horário nobre de sábado à tarde.
  4. The Last Blossom — 19 de setembro, 4:00 p.m. CDT. Sessão de sábado que mantém o bloco "estreias" logo após ChaO, dando peso ao line-up mais atual.
  5. Children Who Chase Lost Voices — 20 de setembro, 11:30 a.m. CDT. Mais um trabalho do catálogo de Makoto shinkai (pré-Your Name), exibido na abertura do domingo.
  6. cocoon – One Summer of Girlhood — 20 de setembro, 2:00 p.m. CDT. Fecha a mostra no domingo com um longa contemporâneo focado no universo infanto-juvenil, geralmente associado à sensibilidade do estúdio Zero-G.

Como a programação está dividida entre clássico e atual?

A curadoria aposta em um equilíbrio explícito: Utena (1999) e The Girl Who Leapt Through Time (2006) representam a fase clássica/autoral, enquanto ChaO, The Last Blossom e Cocoon marcam a leva mais recente. Children Who Chase Lost Voices (2011) funciona como ponte entre os dois blocos — já é "pós-clássico", mas ainda pré-explosão global de Shinkai.

Para quem acompanha o circuito, isso não é acidental. A presença de Marc Hairston — coautor de Cultural Guide to Anime and Manga e fundador da Mechademia, referência em estudos acadêmicos de cultura otaku — sugere que a seleção foi pensada também como material de discussão, não só como sessão pipoca.

O que muda para o público brasileiro?

Direto: nada muda no curto prazo. O evento é presencial, em Fort Worth, Texas, e voltado ao público local norte-americano. Indireto, porém, há três pontos de interesse:

  • Termômetro de mercado: um museu de arte contemporânea dos EUA colocando anime em horário nobre indica que o gênero já passou da fase "subcultura" no circuito cultural gringo. Isso costuma preceder ondas de licenciamento ocidental.
  • Possibilidade de licenciamento: títulos como ChaO e The Last Blossom, exibidos em festival de arte, tendem a chamar atenção de distribuidores especializados. Fique atento aos anúncios das distribuidoras norte-americanas nos próximos meses.
  • Cultural guide: se você está começando a se aprofundar em anime "de catálogo" além dos hits da Crunchyroll, a lista funciona como um excelente roteiro de estudo. Quase tudo aqui está disponível (ou esteve) em streaming.

Por que um museu de arte está exibindo anime?

A resposta curta: porque animação japonesa deixou de ser nicho faz tempo nos círculos acadêmicos e museológicos ocidentais. O Modern Art Museum of Fort Worth não é o primeiro a fazer isso — museus como o MoMA, em Nova York, já dedicaram retrospectivas a Hayao miyazaki e Mamoru Hosoda —, mas é mais um indicador de que a conversa sobre anime migrou do fandom para o circuito institucional.

O ponto é simples: quando um museu de arte moderna põe anime no mesmo festival em que exibiria Godard ou cinema experimental europeu, a discussão deixa de ser "é desenho japonês" e vira "é linguagem cinematográfica".

Datas e o que vem depois

O Modern Film Festival 2026 acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro no Modern Art Museum of Fort Worth, Texas. As sessões de anime têm horários distribuídos entre manhã, tarde e noite, cobrindo os três dias. Apresentações e introduções ficam a cargo de Marc Hairston.

Para o público brasileiro, o passo prático agora é acompanhar como esses títulos se comportam fora do festival: se ChaO e The Last Blossom ganham distribuição na América do Norte nas semanas seguintes, a chance de chegarem ao Brasil via streaming aumenta consideravelmente. Já quem não mora nos EUA pode usar a seleção como uma lista de obras autorais que resistiram ao teste do tempo — começando por Utena e pelo clássico de Hosoda.

Perguntas frequentes

Quando acontece o Modern Film Festival 2026?
O festival acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro de 2026, no Modern Art Museum of Fort Worth, no Texas. As sessões de anime estão distribuídas entre manhã, tarde e noite nos três dias.
Quais animes serão exibidos no Modern Film Fest 2026?
São seis longas: Revolutionary Girl Utena (filme de 1999), The Girl Who Leapt Through Time (2006), ChaO, The Last Blossom, Children Who Chase Lost Voices (2011) e cocoon – One Summer of Girlhood.
Preciso morar no Texas para assistir?
Sim, o evento é presencial e acontece em Fort Worth, Texas. Não há transmissão online anunciada. O jeito de acompanhar de fora é ficar de olho em possíveis exibições posteriores ou no licenciamento dos títulos para streaming.
Quem apresenta os filmes do Modern Film Festival?
Os longas são introduzidos por Marc Hairston, pesquisador, coautor do livro Cultural Guide to Anime and Manga e um dos editores fundadores da revista acadêmica Mechademia.
Os títulos da mostra têm chance de chegar ao streaming brasileiro?
Exibições em festivais de arte como esse costumam chamar atenção de distribuidores especializados, então existe a possibilidade de licenciamento ocidental nos meses seguintes. Nada está confirmado até o momento.
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