TL;DR: the terminator (Mortal Kombat 11), master roshi (Dragon Ball FighterZ), Anre (granblue fantasy versus) e os 12 personagens "on‑disc" de street fighter x Tekken são apontados como os piores DLCs de jogos de luta, por falta de conteúdo, jogabilidade fraca ou preço abusivo.
O que aconteceu
Ao longo dos últimos anos, desenvolvedores de jogos de luta lançaram pacotes de DLC que prometiam expandir o elenco e trazer novidades. Nem sempre a promessa se traduziu em qualidade. Quatro casos se destacam como exemplos de DLCs que mais decepcionaram a comunidade.
- The Terminator – Mortal Kombat 11: apresentado como o primeiro convidado da fase pós‑launch, o icônico assassino de ficção científica chegou ao jogo com animações rígidas, um repertório limitado de golpes e um visual que não combinava com a estética sangrenta da série. A voz, uma tentativa de imitar Arnold Schwarzenegger, também recebeu críticas negativas.
- Master Roshi – Dragon Ball FighterZ: ao contrário de outros personagens DLC que trazem habilidades exclusivas, Roshi tem um conjunto de movimentos muito técnico e carece de recursos comuns, como o Super Dash. Seu papel ficou restrito a nichos de jogadores que conseguem explorar sua mecânica única, o que o tornou praticamente dispensável.
- Anre – Granblue Fantasy Versus: apesar de ser um personagem popular no universo gacha, Anre chegou ao fighting game com ataques previsíveis, pouca variedade e um sistema de parry que não se sustentava em partidas competitivas. A comunidade o considerou uma adição sem criatividade.
- On‑disc fighters – Street Fighter x Tekken: a prática de incluir 12 personagens no disco físico, mas bloqueá‑los atrás de um pagamento de US$20, gerou revolta. Entre eles estavam figuras clássicas como blanka, sakura e Alisa Bosconovitch. Como o conteúdo já estava presente no disco, a cobrança foi vista como um abuso de monetização.
Esses quatro casos formam o ranking dos piores DLCs de fighting games, segundo análises de críticos e feedback da comunidade.
Como chegamos aqui
O modelo de DLC em jogos de luta evoluiu bastante. No início, a ideia era oferecer personagens experimentais que testassem novas mecânicas e mantivessem o interesse dos jogadores após o lançamento. No entanto, a pressão por receitas recorrentes fez com que alguns estúdios adotassem estratégias questionáveis.
O caso de Street Fighter x Tekken ilustra bem esse ponto. Lançado em 2012, o título já vinha com 12 lutadores pré‑carregados nos discos de PS3, Xbox 360 e PC. Ao invés de incluí‑los na base do jogo, a Capcom optou por vendê‑los separadamente, criando o que ficou conhecido como "on‑disc DLC". A prática gerou forte reação negativa e acabou sendo abandonada por outros desenvolvedores.
Em Granblue Fantasy Versus, a estratégia de trazer personagens do universo gacha parecia promissora, mas a escolha por Anre mostrou que nem todo personagem popular em sua origem se traduz em boa jogabilidade. A falta de inovação no seu kit de movimentos fez com que o DLC fosse visto como um simples preenchimento de agenda.
No caso de Dragon Ball FighterZ, a inclusão de Master Roshi parece ter sido motivada mais por nostalgia do que por balanceamento. Enquanto outros DLCs, como 2B de Nier: Automata, trouxeram movimentos visualmente impactantes e mecânicas diferenciadas, Roshi ficou limitado a um estilo de jogo muito específico, o que o afastou da maioria dos jogadores.
Já Mortal Kombat 11 tentou seguir a tradição de convidados marcantes, mas acabou entregando um personagem que não aproveitou o potencial da franquia. A ausência de movimentos icônicos e a performance pouco inspiradora fizeram com que The Terminator fosse rotulado como "promessa vazia".
O que vem depois
O futuro dos DLCs em jogos de luta parece estar se encaminhando para duas direções principais. Primeiro, há uma tendência de oferecer conteúdo premium que realmente expanda a experiência de jogo, como personagens com mecânicas inéditas e histórias integradas ao universo principal. Segundo, os estúdios têm aprendido que a comunidade valoriza transparência: cobrar por conteúdo que já está no disco ou que não traz inovação pode gerar boicotes e danos à reputação.
Para os jogadores, a lição é ficar atento às promessas de DLC e analisar críticas antes de investir. Para os desenvolvedores, a mensagem é clara: qualidade supera quantidade, e a percepção de valor é tão importante quanto o preço.
Para ficar no radar
Os casos citados servem como lembrete de que nem todo conteúdo extra vale o investimento. Enquanto a indústria de fighting games continua a crescer, observar como as empresas tratam seus DLCs será essencial para quem busca uma experiência de jogo justa e divertida.


