My Crush's Crush, novo mangá de Sekina Aoi, confirma adaptação em anime para TV
A Hakusensha oficializou a produção de uma série animada baseada em My Crush's Crush (Boku no Suki na Hito ga Suki na Hito), obra de Sekina Aoi serializada na Young Animal ZERO. O anúncio veio acompanhado de ilustração comemorativa assinada por Ryo Tsuzura. A autora já é conhecida do público otaku por Gamers!, comédia romântica sobre mal-entendidos em clube de jogos que rendeu anime em 2017.
Contexto: por que importa
Sekina Aoi construiu reputação em transformar premissas simples — "pessoas que não conseguem se comunicar direito" — em comédias de erro com camadas surpreendentes. Em Gamers!, a confusão nascia de identidades online versus offline e suposições erradas sobre quem gostava de quem. Aqui, a autora dobra a aposta: a estrutura narrativa é a cadeia de rejeições.
O protagonista Sora Akizuki confessa para Miya Fuwa e leva um fora. Ela gosta de Asahi Suzukaze, presidente do enigmático "Clube de Testes Clínicos". Sora entra no clube para entender a rival e descobre que Asahi também gosta de outra pessoa. O gancho não é "quem fica com quem", mas "até onde essa corrente vai".
O sétimo volume saiu no Japão em 28 de agosto. A Yen Press licenciou o título para inglês, mas ainda não divulgou data. Isso sinaliza confiança do mercado ocidental no potencial da obra — algo que Gamers! também teve, com light novel e mangá publicados pela mesma editora.
Reação dos fãs e do mercado
- Leitores de Gamers! dividem-se: parte espera o mesmo caos cômico de mal-entendidos; outra teme repetição de fórmula.
- Comentários em fóruns japoneses destacam o character design de Tsuzura no anúncio — mais maduro que o traço da light novel original.
- Analistas de mercado notam que rom-coms escolares com "gimmick" estrutural (cadeia de crushes, falsos casais, contratos) seguem vendendo bem em streaming, vide Kaguya-sama e Rent-a-Girlfriend.
- Críticos apontam que o "Clube de Testes Clínicos" soa como Chekhov's gun: ou vira plot relevante ou vira piada recorrente.
O que falta saber
O anúncio não trouxe estúdio, staff, janela de estreia nem formato (cour único, split cour, filme). Dado o histórico da Hakusensha com adaptações de Young Animal — Oshi no Ko pela Doga Kobo, Frieren pela Madhouse —, a expectativa recai sobre nomes de peso. Mas a revista ZERO é digital e costuma receber produções de estúdios médios.
Outro ponto cego: quantos volumes o anime cobrirá? Sete volumes dão material para 12-13 episódios com final de arco, mas o mangá segue em andamento. Um final anime-original ou cliffhanger no meio do caminho são possibilidades reais.
Para quem quer ler antes da estreia, a edição brasileira ainda não foi anunciada. A Yen Press costuma demorar 6-12 meses entre anúncio e lançamento do volume 1 em inglês; no Brasil, editoras como Panini ou JBC costumam aguardar desempenho no Japão e EUA antes de licenciar.
Para ficar no radar
- Staff e estúdio: a revelação costuma vir em eventos como AnimeJapan (março) ou Jump Festa (dezembro).
- Elenco de voz: Sora, Miya e Asahi precisam de seiyuu com bom timing cômico — o humor da obra vive de pausas e reações internas.
- Trilha sonora: rom-coms modernas vivem ou morrem pelo opening viral no TikTok/Reels.
- Diferenças para Gamers!: se a dinâmica for "mais do mesmo", a recepção será morna; se Aoi usar a estrutura de corrente para explorar temas como projeção e idealização, pode superar a obra anterior.


