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Onimusha: Way of the Sword – O combate que salva a história?

· · 4 min de leitura
Jovem praticando kata com espada de madeira, vestindo roupa de treino, ao lado de halteres e garrafa de água
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Onimusha: Way of the Sword chega ao PS5 como um revival inesperado: combate afiado e chefões memoráveis, porém com uma narrativa que se arrasta nos primeiros capítulos.

Quem é Miyamoto Musashi e como ele se encaixa em Onimusha: Way of the Sword?

Miyamoto Musashi — lendário samurai do período Edo — é o protagonista deste novo título da capcom. Ao ser morto por criaturas demoníacas conhecidas como Genma, ele recebe um oni gauntlet que o transforma em um Onimusha, forçado a proteger kyoto enquanto busca libertar sua alma. A presença de Musashi traz peso histórico ao jogo, mas a história ainda luta para equilibrar fatos reais e fantasia sobrenatural.

Por que a narrativa de Onimusha: Way of the Sword parece lenta?

O início entrega uma introdução cativante, apresentando Musashi, o gauntlet e a voz misteriosa de Shizuka. Contudo, o desenvolvimento dos relacionamentos e dos conflitos principais demora a ganhar relevância. Só no último terço o enredo oferece um payoff significativo, tornando os momentos iniciais mais toleráveis para quem tem paciência.

Como funciona o sistema de combate e por que ele se destaca?

O coração do jogo está nos mecanismos de Issen, parry, Reflex e Blazing State. Issen permite contra‑ataques precisos no instante exato antes do golpe inimigo, criando uma sensação de risco‑recompensa. Parar ataques enche a barra de Blazing State, que incendeia a espada e aumenta o dano. O medidor de Reflex, preenchido ao esquivar sucessivamente, desbloqueia combos especiais que interrompem a animação do adversário. Essa interligação de sistemas gera combates profundos e altamente expressivos.

Quais são os pontos fortes dos chefões em Way of the Sword?

Os chefões exigem domínio total das mecânicas defensivas. Um erro de timing pode desencadear uma cadeia de penalidades que leva à morte instantânea, mas a justiça do design garante que a vitória seja sempre recompensadora. Além disso, ao esgotar a stamina do inimigo, o jogador escolhe qual parte do corpo destruir, influenciando o tipo de alma absorvida e os benefícios recebidos.

Vale a pena investir nas missões secundárias?

O jogo oferece duas categorias de side quests: "Mysteries of Kyoto" (missões mais narrativas guiadas por Murasaki) e "Chance Encounters" (pedidos rápidos de NPCs). Enquanto algumas são divertidas — como encontrar inimigos ocultos — outras parecem supérfluas, consumindo tempo sem acrescentar muito à trama. Ainda assim, a abundância de pontos de viagem rápida e a possibilidade de reaproveitar habilidades desbloqueadas tornam a exploração tolerável.

Como é a performance e a apresentação visual no PS5?

Onimusha: Way of the Sword roda suavemente em 120 FPS no PS5, garantindo respostas precisas nos combates. Os gráficos apresentam iluminação cuidadosa e animações faciais detalhadas, embora a paleta de cores possa parecer pálida em áreas menos iluminadas. O dublamento em inglês é sólido para os personagens principais, com alguns NPCs menores apresentando entregas estranhas.

Quais são os prós e contras resumidos?

  • Prós
    • Combate profundo com Issen, parry e Blazing State.
    • Chefões desafiadores e justos.
    • Design de níveis que oferece caminhos alternativos e puzzles leves.
    • Performance estável em 120 FPS.
  • Contras
    • Ritmo narrativo arrastado nos primeiros capítulos.
    • Algumas missões secundárias são superficiais.
    • Progressão de combate lenta: as primeiras horas não mostram todo o potencial.

O que isso significa para o público brasileiro?

Para os fãs de ação que valorizam mecânicas refinadas, Way of the Sword entrega o que há de melhor nos títulos da Capcom. O ritmo mais pausado pode frustrar quem espera uma história rápida, mas a profundidade do combate compensa, especialmente para quem acompanha a série desde os primeiros lançamentos nos consoles da geração passada. Além disso, a ambientação em Kyoto e a presença de lendas samurais podem atrair jogadores interessados em cultura japonesa.

Para ficar no radar

Onimusha: Way of the Sword demonstra que franquias antigas ainda podem renascer com qualidade, desde que o foco esteja em gameplay sólido. A Capcom ainda não confirmou sequência, mas o sucesso deste revival pode abrir caminho para novos títulos ou dlcs que expandam a história, possivelmente corrigindo o ritmo narrativo. Enquanto isso, quem ainda não experimentou a série tem um bom motivo para começar agora, especialmente no PS5.

Perguntas frequentes

Onimusha: Way of the Sword tem modo multiplayer?
Não. O jogo foi desenvolvido como experiência single‑player focada em combate e narrativa.
É necessário jogar os títulos antigos da série para entender a história?
Não é obrigatório, mas quem conhece os primeiros Onimusha tem mais referências históricas e de personagens.
Qual a duração média da campanha principal?
A campanha principal leva cerca de 30‑35 horas, podendo chegar a 50 horas com todas as missões secundárias.
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