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Persona 1 e 2: produtor da Atlus cita remakes de novo — e desta vez nem precisou ser perguntado

· · 4 min de leitura
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Kazuhisa Wada, produtor da série Persona na Atlus, mencionou pela enésima vez a possibilidade de remakes para Persona 1 e Persona 2 — os dois títulos que inauguraram a franquia no playstation original — e o fez sem que nenhum entrevistador tocasse no assunto. A declaração saiu em conversa com o Rock Paper Shotgun, onde Wada discutia relançamentos em geral e trouxe os jogos à tona por conta própria.

Quem é Kazuhisa Wada e por que a fala dele pesa?

Kazuhisa Wada — produtor-chefe da série Persona na Atlus — comanda a direção dos principais lançamentos da franquia desde Persona 5. Diferente de porta-vozes de marketing, ele tem poder de decisão sobre o roadmap de desenvolvimento. Quando Wada fala sobre "preservação cultural" referindo-se aos dois primeiros jogos, não é especulação de fórum: é um sinal interno de que o tema circula em reuniões de planejamento.

O que ele disse exatamente na entrevista ao Rock Paper Shotgun?

Durante a conversa sobre relançamentos e a responsabilidade de manter títulos antigos acessíveis, Wada classificou a situação de Persona (1996) e Persona 2: Innocent Sin (1999) como "uma questão de preservação cultural". Ele não usou a palavra "remake" nem "remaster" de forma taxativa, mas o contexto da discussão — re-releases em plataformas modernas — deixa clara a direção do pensamento. O produtor não foi instigado a comentar sobre eles; o tema surgiu organicamente.

Por que Persona 1 e 2 ainda não ganharam versões modernas?

Os dois jogos lançados no PlayStation original têm barreiras técnicas e de localização que não existem nos títulos posteriores. Persona chegou ao Ocidente com cortes de conteúdo, nomes alterados e dificuldade rebalanceada de forma controversa. Persona 2: Innocent Sin nunca saiu do Japão no PS1 — só ganhou versão oficial em inglês no PSP, anos depois. Já Persona 2: Eternal Punishment teve lançamento ocidental no PS1, mas com a mesma tradução problemática do primeiro. Refazer tudo do zero exige reescrever roteiros, regravar dublagem e reconstruir assets que não envelheceram bem.

O que muda se a Atlus anunciar oficialmente?

Se a Atlus confirmar o projeto, a expectativa recai sobre três frentes: fidelidade ao original versus modernização de mecânicas datadas (negociação com demônios, taxa de encontro alta, dungeons em primeira pessoa); tratamento da localização — se manterão os nomes ocidentalizados da era PS1 ou adotarão a nomenclatura japonesa atual; e plataformas — se virão só para consoles atuais ou também para PC, seguindo o precedente de persona 3 reload e persona 5 royal no steam.

Há precedentes recentes que sustentam o rumor?

  • Persona 3 Reload (2024): remake completo do título de PS2, reconstruído na unreal engine com sistemas modernizados.
  • Persona 5 Royal no PC e consoles atuais: mostrou que a Atlus aceita lançar fora do ecossistema PlayStation.
  • Shin Megami Tensei V: Vengeance: relançamento expandido que chegou simultâneo em múltiplas plataformas.

O padrão atual da Atlus é revisitar o catálogo com qualidade de "nova geração", não apenas ports emulados. Isso fortalece a hipótese de remakes completos, não remasters simples.

O que o fã brasileiro deve observar daqui para frente?

A fala espontânea de Wada funciona como "trial balloon" — teste de receptividade sem compromisso oficial. Historicamente, a Atlus anuncia grandes projetos em eventos próprios (Atlus Expo, showcases dedicados) ou na Tokyo Game Show. Não há data marcada para revelação. O que existe agora é um produtor sênior dizendo, sem ser perguntado, que a preservação desses dois jogos está na pauta interna. Para o público daqui, o caminho é acompanhar canais oficiais da Sega/Atlus na América Latina e a imprensa especializada — anúncio, se vier, virá com localização em português confirmada, dado o investimento recente da Sega na região.

Para ficar no radar

O próximo passo concreto seria um anúncio formal — teaser, site oficial ou registro de marca renovado. Até lá, a declaração de Wada permanece no campo da intenção declarada, não de cronograma. Vale monitorar a Tokyo Game Show e eventuais showcases da Sega no segundo semestre, janelas tradicionais para revelações de JRPGs de grande porte. Enquanto isso, Persona 3 Reload e Persona 5 Royal seguem como as experiências modernas completas da franquia disponíveis em português.

Perguntas frequentes

Persona 1 e 2 vão ganhar remake oficial?
A Atlus não anunciou oficialmente. O produtor Kazuhisa Wada mencionou o tema espontaneamente em entrevista, citando 'preservação cultural', mas não confirmou desenvolvimento, plataformas nem janela de lançamento.
Por que Persona 1 e 2 nunca foram relançados como os outros?
Ampos têm problemas de localização antiga (nomes alterados, cortes de conteúdo), assets em primeira pessoa datados e, no caso de Innocent Sin, nunca tiveram versão ocidental no PlayStation original — só no PSP anos depois.
Se sair remake, virá em português do Brasil?
A Sega/Atlus tem investido em localização PT-BR nos últimos grandes lançamentos (Persona 3 Reload, Persona 5 Royal, Metaphor: ReFantazio). A tendência é que sim, mas nada confirmado até anúncio oficial.
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