TL;DR: Em 3 de julho de 2026 o professor Pippin Barr lançou mais oito variações de chess no navegador, incluindo versões com travelator, candy crush e ritmo mais lento que tinta secando. Com isso, o total de suas criações absurdas chega a 36 versões diferentes do jogo milenar.
Como o professor Pippin Barr vem reinventando o xadrez desde 2019
Desde a primeira leva de Chesses, lançada em 2019, o desenvolvedor e professor universitário Pippin Barr tem tratado o xadrez como um laboratório de absurdos. Cada nova edição traz oito regras malucas que transformam o jogo clássico em algo entre experimento artístico e brincadeira de internet. O objetivo declarado é permitir que pessoas que nunca jogaram xadrez também se divirtam, mas o resultado costuma ser uma mistura de desafio genuíno e pura zoeira.
As edições seguintes introduziram fog of war, inspirações nos desenhos de Sol LeWitt, versões estilo dressage e até uma edição psiónica. Apesar das críticas de puristas, o projeto ganhou um culto entre streamers, criadores de conteúdo e quem gosta de ver mecânicas familiares sendo distorcidas de forma criativa.
Comparativo das quatro edições de Chesses
| Edição | Ano de lançamento | Número de variantes | Exemplos marcantes | Tom / estilo |
|---|---|---|---|---|
| Chesses | 2019 | 8 | Chess com peças aleatórias, board escorregadio, regras criadas na hora | Absurdo leve, foco na acessibilidade para não‑jogadores |
| Chesses 2 | 2020 | 8 | Fog of war, inspiração em Sol LeWitt, regras baseadas em desenhos minimalistas | Mais conceitual, mistura de arte e estratégia |
| Chesses 3 | 2021 | 8 | Chess + dressage, edição psiónica, peças com movimentos de dança | Humor seco, referência a subculturas nerd |
| Chesses 4 | 2026 | 8 | Travelator, Candy Crush ritmo, velocidade mais lenta que tinta secando, partida online com o próprio Barr | Meta‑humor, interação direta com o criador, mistura de cultura pop e experimentalismo |
Observando a tabela, dá para notar uma evolução clara: enquanto as duas primeiras edições brincavam com modificações visuais e de regras básicas, a terceira já começou a incorporar referências a outras disciplinas (dança, arte conceitual). A quarta edição, porém, leva a meta‑brincadeira a outro nível ao colocar o próprio criador como adversário em uma partida online e ao usar mecânicas de jogos populares como Candy Crush.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Não existe uma “melhor” variante absoluta; a escolha depende do que você espera da experiência. Abaixo, um guia rápido para descobrir qual edição (ou até qual variante específica dentro dela) combina com seu estilo.
- Jogador casual que quer dar risada: experimente a variante Travelator de Chesses 4. O tabuleiro se move como uma esteira rolante, forçando você a replanejar jogadas enquanto o cenário muda. É simples de entender, visualmente divertido e perfeito para partidas rápidas entre amigos.
- Estratégico hardcore que busca desafio: a edição Chesses 2 oferece o modo fog of war, onde você vê apenas as casas próximas às suas peças. Isso obriga a pensar várias jogadas à frente e a lidar com a incerteza, aproximando‑se de um verdadeiro teste de visão de jogo.
- Fã de memes e cultura pop: a variante Candy Crush ritmo (também de Chesses 4) transforma cada captura em uma combinação de três peças iguais, com efeitos sonoros estilo jogo de celular. Ideal para quem quer gravar reações no stream e ver o chat explodir de emojis.
- Criador de conteúdo em busca de material único: a partida online contra o próprio Pippin Barr (disponível em Chesses 4) é um prato cheio. Além da curiosidade de enfrentar o criador, você pode usar a imprevisibilidade de suas jogadas para criar narrativas inesperadas em vídeos ou podcasts.
- Quem gosta de arte conceitual: as variantes inspiradas em Sol LeWitt (Chesses 2) e a edição dressage (Chesses 3) transformam o xadrez em uma performance visual. As peças seguem padrões geométricos ou movimentos coreografados, gerando tabuleiros que parecem obras de arte em movimento.
Em resumo, se o seu objetivo é simplesmente se divertir sem se preocupar com profundidade estratégica, vá de Travelator ou Candy Crush ritmo. Se quer colocar seu cérebro à prova, fog of war é a pedida. Já para quem busca algo que vá além do jogo e toque em humor, arte ou interação direta com o criador, as edições mais recentes oferecem o melhor terreno.
Qual escolher
Não há uma resposta única, mas podemos resumir: para a maioria dos jogadores que buscam uma experiência levezação, a quarta edição traz as opções mais acessíveis e imediatamente engraçadas. Se o seu grupo gosta de variações que exigem mais pensamento e menos piada imediata, vale voltar para a segunda edição e explorar o fog of war. Por fim, se você é do tipo que adora experimentar tudo, o ideal é tentar ao menos uma variante de cada edição — assim você vê a evolução do humor de Pippin Barr ao longo dos anos.
Lembre‑se de que todas as versões são gratuitas e rodam direto no navegador, sem necessidade de download ou instalação. Basta acessar o site do projeto, escolher a edição que mais lhe agrada e começar a partida. Se quiser aumentar a aposta, desafie um amigo para ver quem consegue adaptar‑se mais rápido às regras malucas.
No fim das contas, o projeto de Pippin Barr lembra que até os jogos mais sérios podem ser reinventados com um toque de criatividade e muita disposição para não levar nada tão a sério. Então, na próxima vez que sentir que o xadrez tradicional está ficando previsível, dê uma chance a uma dessas variações bizarras — quem sabe você descubra uma nova forma de amar (ou odiar) o jogo dos reis.


