wild card chegou como o primeiro filme de pokemon em anos sem ash ketchum no papel principal, colocando o Pokémon Trading Card Game (TCG) como foco central da narrativa. O trailer revelou um novo protagonista ao lado de mimikyu, confirmando que a franquia está explorando territórios ainda não abordados nos longas anteriores.
O que aconteceu
O lançamento de Pokemon: Wild Card marcou o retorno da série ao cinema japonês depois de Pokemon: Secrets of the Jungle (2020). Diferente dos filmes anteriores, que giravam em torno da jornada de Ash Ketchum e seu Pikachu, Wild Card apresenta um personagem inédito que compete em torneios de cartas, com Mimikyu como seu parceiro de batalha.
Além da ausência de Ash, o filme não traz Liko e Roy — protagonistas de Pokemon: Horizons — nem faz referência ao universo do anime tradicional. O destaque visual do trailer, que inclui cenas de duelos de cartas e estratégias de deck, indica uma mudança de foco para o TCG, algo nunca explorado em um longa-metragem oficial da franquia.
Andy Goes, chefe de produção de mídia da The Pokemon Company, declarou em 2024 que a porta para um possível retorno de Ash permanece aberta, mas que a prioridade atual é “focar na nova história de Liko e Roy”. Essa postura institucional reforça a ideia de que a ausência de Ash não é definitiva, mas sim temporária, enquanto a empresa testa novos caminhos narrativos.
Como chegamos aqui
A decisão de afastar Ash de Wild Card tem raízes em três fatores principais:
- Exaustão criativa: após mais de duas décadas de história, a trajetória de Ash já alcançou seu ápice em Pokemon Ultimate Journeys: The Series, onde ele se consagrou como o maior treinador do mundo.
- Renovação de público: a introdução de Liko, Roy e agora um competidor de TCG visa atrair uma nova geração de fãs, bem como revitalizar o interesse dos adultos que acompanham o jogo de cartas.
- Expansão de mídia: o TCG tem crescido em popularidade global, com torneios oficiais e coleções de cartas lançadas anualmente. Integrar esse universo ao cinema abre oportunidades de cross‑media e merchandising.
Historicamente, a franquia Pokemon sempre se apoiou em três pilares: anime, jogos eletrônicos e cartas colecionáveis. Até 2020, o cinema se manteve quase que exclusivamente ligado ao anime, usando Ash como figura de ligação. A mudança de 2026 demonstra um reposicionamento estratégico, alinhado ao aumento de vendas de cartas e ao sucesso de eventos como o Pokémon World Championships.
O próprio estúdio OLM, responsável pela animação, afirmou que a produção de Wild Card exigiu uma abordagem diferente de storyboard, já que as sequências de batalha de cartas demandam ritmo mais rápido e foco em detalhes de arte das cartas, ao contrário das tradicionais cenas de captura de Pokémon.
O que vem depois
Com Wild Card estabelecendo um novo tom, a expectativa para os próximos projetos da franquia gira em torno de três possibilidades:
- Sequência de filmes centrados no TCG: caso a recepção do público seja positiva, a The Pokemon Company pode desenvolver uma série de filmes que exploram diferentes regiões do mundo das cartas, introduzindo novos personagens e mecânicas de jogo.
- Retorno pontual de Ash: Andy Goes deixou claro que “Ash ainda está no mundo”. Um eventual cameo ou filme especial poderia acontecer quando houver um motivo narrativo forte, como um crossover entre o anime e o TCG.
- Integração de múltiplas mídias: futuros lançamentos podem combinar episódios de Pokemon: Horizons com eventos de cartas ao vivo, criando uma experiência transmedia que une streaming e torneios presenciais.
Enquanto isso, a comunidade de fãs tem reagido de forma dividida. Alguns lamentam a perda de um ícone cultural, enquanto outros celebram a ousadia de explorar um aspecto ainda marginalizado da franquia. A crítica especializada aponta que, embora o risco seja grande, a aposta pode revitalizar a marca e abrir caminhos para narrativas mais diversificadas.
Para os colecionadores, o filme traz a promessa de novas cartas exclusivas, possivelmente lançadas como itens promocionais nas bilheterias. Essa estratégia já foi utilizada em outras franquias de sucesso, como Yu‑Gi‑Oh!, e pode impulsionar as vendas globais de cartas em 2026‑2027.
Para ficar no radar
Os próximos passos da franquia Pokemon ainda dependem da aceitação de Wild Card nos mercados japoneses e internacionais. Caso o filme alcance bilheteria superior a Pokemon: Secrets of the Jungle, a The Pokemon Company tem sinal verde para ampliar a linha de filmes focados no TCG.
Além disso, a empresa anunciou que continuará a apoiar Pokemon: Horizons como a série principal do anime, garantindo que o universo continue a evoluir em múltiplas frentes. Os fãs que desejam acompanhar de perto as novidades devem ficar atentos aos anúncios da The Pokemon Company nas conferências de imprensa e nos eventos de jogos de cartas, como o Pokémon World Championships.
Em resumo, Wild Card representa um ponto de inflexão: ao retirar Ash da cena principal, a franquia abre espaço para experimentação, ao mesmo tempo em que mantém a porta aberta para um retorno futuro, caso a demanda do público o exija.
FAQ
- Por que Ash não aparece em Wild Card? O filme optou por focar no Pokémon Trading Card Game e introduzir novos personagens, buscando diversificar a narrativa após a conclusão da jornada de Ash em Ultimate Journeys.
- Wild Card tem alguma conexão com Pokemon: Horizons? Não diretamente. O filme não inclui Liko e Roy, mas a The Pokemon Company afirmou que continuará a desenvolver Horizons como a série principal do anime.
- Existe chance de Ash voltar? Andy Goes declarou que “Ash ainda está no mundo” e que tudo é possível, indicando que um retorno futuro não está descartado, mas não há planos concretos ainda.


