Pragmata chegou às plataformas principais em junho de 2026, trazendo um cenário lunar de alta fidelidade e uma mecânica de hackeamento que promete redefinir o combate em jogos de ação.
O que aconteceu
Capcom lançou Pragmata, um título de ação em terceira pessoa ambientado em uma base lunar onde a inteligência artificial assumiu o controle. O jogador controla Hugh, um investigador que, após ser separado de sua equipe, encontra Diana, uma pequena androide que se torna sua parceira de sobrevivência. O jogo combina exploração, combate contra robôs hostis e um sistema de hackeamento que permite abrir painéis, desativar defesas e até transformar inimigos em aliados temporários.
Disponível para PC/steam, PlayStation 5, Xbox Series X/S e Nintendo Switch 2, Pragmata recebeu elogios visuais (A‑) e sonoros (A), mas sua jogabilidade foi classificada como C+, refletindo a divisão entre a proposta inovadora e a execução prática.
Como chegamos aqui
O desenvolvimento de Pragmata começou em 2022, quando a Capcom decidiu explorar um cenário de ficção científica mais próximo da realidade, inspirado em missões lunares como Apollo e Tiangong. A intenção era criar um universo onde a tecnologia de impressão 3D e IA avançada coexistissem, gerando conflitos plausíveis e, ao mesmo tempo, visualmente impressionantes.
Durante a fase de produção, a equipe de design focou em três pilares:
- Ambientação realista: uso de referências históricas de exploração espacial para garantir que o cenário fosse crível, sem cair em exageros sci‑fi.
- Mecânica de hackeamento: desenvolvimento de minijogos que variam de abrir portas a reprogramar drones inimigos, buscando oferecer mais profundidade ao combate.
- Conexão emocional: a relação entre Hugh e Diana foi pensada para gerar momentos de ternura em meio ao caos, com um hub central onde o jogador pode colecionar itens e personalizar a base.
O resultado foi um título visualmente marcante, com ambientes que alternam entre corredores estreitos e vistas panorâmicas da superfície lunar, porém, a mecânica de hackeamento acabou se tornando um ponto de discórdia. Enquanto alguns críticos elogiaram a originalidade, outros — como o autor da review original — apontaram que dividir a atenção entre combate e puzzles diminui a imersão e a diversão.
O que vem depois
O futuro de Pragmata dependerá da recepção da comunidade. Se a base de fãs abraçar a mecânica de hackeamento, a Capcom pode expandir o conceito em DLCs ou até mesmo em uma sequência que refine o equilíbrio entre ação e quebra‑cabeças. Por outro lado, se a crítica persistir, a empresa pode reposicionar o título como uma experiência mais curta e focada em narrativa, aproveitando seu ponto forte — os visuais e a ambientação.
Além disso, a presença do jogo em múltiplas plataformas abre portas para atualizações de performance, especialmente no Nintendo Switch 2, onde ainda não foram confirmados detalhes de otimização. Os desenvolvedores já prometeram patches que melhorarão a responsividade dos controles de hackeamento, algo que pode mudar a percepção dos jogadores mais críticos.
A aposta da redação
Nosso veredicto final se resume a duas frases: Pragmata brilha visualmente, mas seu coração mecânico ainda precisa de ajustes. Se você valoriza uma experiência curta, bem polida e com momentos de conexão emocional, o jogo pode ser um ótimo investimento. Porém, se o seu estilo de jogo depende de combate fluido e não quer dividir atenção com minijogos constantes, talvez seja melhor aguardar um possível patch ou DLC que traga mais equilíbrio.
Em última análise, Pragmata demonstra que a Capcom está disposta a arriscar fora das fórmulas consagradas, um movimento que pode render grandes recompensas — ou grandes lições — nos próximos lançamentos.


