Record of Dorathia chegou como o mais novo projeto do criador de Momodora, Guilherme “rdein” Martins, prometendo um RPG de turnos que mistura dungeon crawler e a nostalgia dos gamebooks.
O que faz Record of Dorathia se destacar?
- Combate por turnos com limites de uso. Cada ação tem um número restrito de utilizações, forçando o jogador a pensar antes de apertar o botão. Essa limitação cria um clima de tensão parecido com a contagem de recursos em jogos de cartas.
- Enfase em status effects. Dormir, envenenar, drowsy… são apenas alguns dos efeitos que podem virar o jogo. Explorar fraquezas e aplicar debuffs corretos vira a chave para derrotar chefões que, ao contrário dos inimigos menores, respondem de forma diferente ao mesmo feitiço.
- Mecânica de Willpower. Acertos críticos, exploração de fraquezas e abates geram “stacks” de Willpower. Ao acumular três, sua próxima ação ganha um buff sem consumir um uso, tanto para ataque quanto para cura.
- Sistema de classes diversificado. Quatro personagens ativos podem ser combinados entre oito classes: dark knight e oathkeeper como tanques, cleric e oracle como curandeiros, e blademaster, monk, hunter e witch como atacantes. Cada classe tem estilo próprio e paleta de cores personalizável.
- Inspiração em gamebooks. O projeto nasceu como um experimento digital de livro‑jogo em 2019, evoluindo para um RPG de mesa e, finalmente, para um videogame. Essa origem garante narrativas ramificadas e escolhas que realmente importam.
- Referências clássicas. Rdein cita a série Chrono, Final Fantasy, Etrian Odyssey e Pokémon Gold/Silver como influências. O resultado é um mix de exploração estratégica, puzzles e monstros memoráveis.
- Sem IA generativa. Diferente de muitos títulos indie modernos, Record of Dorathia não usará IA para gerar conteúdo. Tudo será desenhado à mão, mantendo a coerência da experiência.
A escolha da redação
Depois de analisar os detalhes divulgados, acreditamos que o ponto forte de Record of Dorathia está na combinação de mecânicas estratégicas com uma narrativa que lembra os antigos livros de escolha própria. A limitação de usos nas habilidades obriga o jogador a planejar cada turno como se fosse um movimento de xadrez, enquanto o sistema de status effects dá um toque de RPG clássico que costuma faltar nos títulos indie mais recentes.
Outro destaque é a variedade de classes. Ter duas opções de tanque, duas de suporte e quatro de ataque permite montar squads que se adaptam a diferentes estilos de jogo, desde quem curte táticas defensivas até quem prefere explosões de dano. A personalização de cores, embora estética, ajuda a criar identidade visual para cada membro do grupo, algo que fãs de Momodora já apreciam.
Finalmente, a origem como gamebook traz uma promessa de escolhas significativas. Se a equipe conseguir traduzir essa liberdade para o formato digital, Record of Dorathia tem tudo para se tornar um culto entre os amantes de RPGs táticos e narrativas ramificadas.


