A Sony Pictures divulgou nesta semana um novo trecho do próximo filme Resident Evil, dirigido por Zach Cregger, que já está classificado como restrito por conta da violência extrema.
Resident Evil (2024) – clipe explícito
O material lançado mostra uma sequência de ação onde a protagonista enfrenta criaturas mutantes em um laboratório abandonado. A câmera não poupa detalhes: sangue jorra dos ferimentos, partes do corpo são despedaçadas e o cenário está coberto de manchas vermelhas. Essa escolha estética parece alinhar o filme à tradição dos jogos, que nunca foram tímidos ao retratar sangue e destruição.
Resident Evil (2022) – trailer tradicional
Em contraste, o trailer oficial do filme de 2022, também dirigido por Cregger, apresentava uma abordagem mais contida. Embora ainda houvesse violência, as cenas eram editadas para sugerir o horror sem expor o gore de forma tão crua. O foco estava mais na atmosfera sombria e nos dilemas morais dos personagens.
Resident Evil (jogo) – violência interativa
Os jogos da série, desde o clássico de 1996 até os lançamentos mais recentes, sempre ofereceram um nível de violência que varia conforme a classificação regional. O Resident Evil 4, por exemplo, popularizou a câmera sobre o ombro e introduziu cortes de sangue que, embora intensos, eram estilizados. Já Resident Evil Village elevou o nível de gore, permitindo que o jogador veja detalhes de desmembramento em tempo real.
| Aspecto | Filme 2024 (clipe) | Filme 2022 (trailer) | Jogo (última geração) |
|---|---|---|---|
| Nível de gore | Extremo – sangue visível, desmembramento explícito | Moderado – cortes rápidos, sangue sugerido | Variável – estilizado, mas com detalhes gráficos avançados |
| Público‑alvo | Adultos que buscam fidelidade ao jogo | Amplo – fãs de horror e público geral | Gamers, fãs de ação e horror |
| Fidelidade ao material original | Alta – reproduz a brutalidade dos jogos | Baixa a média – prioriza narrativa cinematográfica | Alta – interatividade permite imersão total |
| Impacto esperado nas bilheterias | Polêmico – pode atrair público niche | Seguro – apelo mais amplo | Não aplicável |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Com base nos pontos analisados, podemos traçar recomendações distintas:
- Fãs puristas dos jogos: o clipe de 2024 entrega o que eles esperam – sangue, desmembramento e a sensação de estar dentro de um laboratório de Umbrella. Se a proposta é reviver a experiência dos jogos, esse filme tem mais chance de agradar.
- Espectadores casuais de horror: o trailer de 2022 ainda pode ser a escolha mais confortável. Ele oferece suspense e atmosfera sem sobrecarregar o público com imagens excessivamente gráficas.
- Jogadores que valorizam interatividade: nada substitui a experiência dos jogos. O filme pode servir como um complemento, mas a imersão total continua nos consoles.
É importante notar que a classificação restrita do clipe pode limitar a divulgação em canais tradicionais, o que pode impactar a expectativa de público. Por outro lado, a polêmica pode gerar buzz nas redes, atraindo um público que busca exatamente esse tipo de conteúdo.
O que falta saber
Até o momento, a Sony não revelou a data oficial de estreia nem detalhes sobre a classificação indicativa completa. Também não há informações sobre possíveis cortes ou versões alternativas para mercados mais conservadores. O que se sabe é que o diretor Zach Cregger pretende manter a essência da franquia, e o clipe já indica que o filme não vai fugir da violência que definiu a série.
Para quem ainda não viu o trecho, ele está disponível no YouTube, porém requer verificação de idade. A comunidade de fãs já está dividida: alguns celebram a coragem de trazer o gore ao cinema, enquanto outros temem que a ênfase excessiva na violência possa ofuscar a narrativa.
Resta aguardar os próximos materiais de divulgação e, principalmente, o lançamento nos cinemas. Enquanto isso, a discussão sobre até onde o cinema de horror pode (ou deve) ir continua acesa, e Resident Evil (2024) está no centro desse debate.


