TL;DR: Zach Cregger já tem ideias para um possível sequel de Resident Evil (2026) e o ator Austin Abrams revelou que a maior dificuldade foi manter a continuidade ao filmar cenas fora de ordem.
FATO
Durante a coletiva de imprensa do reboot de Resident Evil, marcado para estreia em 17 de setembro, o diretor Zach Cregger – vencedor do Oscar por trabalhos de curta-metragem de horror – respondeu a perguntas da imprensa sobre o futuro da franquia. Quando indagado se o filme seria um “one‑off”, Cregger afirmou que, embora a produção tenha sido concebida como um encerramento, ele já pensa em “ideias que percolam” para uma continuação. Ele não descartou a possibilidade de um sequel, deixando em aberto que “qualquer coisa pode acontecer”.
O ator Austin Abrams, que interpreta Bryan – um mensageiro que tenta entregar um órgão vital em meio ao surto do T‑Virus em Raccoon City – comentou sobre os bastidores. Segundo Abrams, a sequência mais desafiadora foi gravar a corrida de Bryan, já que as filmagens foram feitas fora de ordem cronológica, exigindo que ele mantivesse consistência física (cansaço, ferimentos, sangue) e emocional ao longo de diferentes dias de produção.
Contexto: por que importa
O universo de Resident Evil começou como série de jogos de survival horror nos anos 90 e se transformou em franquia cinematográfica nos anos 2000, embora as adaptações tenham sido criticamente divergentes dos jogos. O último sucesso da série, Resident Evil: Redemption, trouxe um retorno de bilheteria, provando que o público ainda tem apetite por novas versões. Cregger, conhecido por Barbarian (2022) e Weapons (2025) – este último já recebeu um spin‑off focado na vilã Aunt Gladys – traz agora sua assinatura de “Rube Goldberg” ao gênero, onde pequenos obstáculos evoluem para ameaças maiores.
Ao alinhar a estética dos jogos – como a progressão de puzzles e confrontos contra criaturas mutantes – com uma narrativa de ação continua, Cregger tenta oferecer algo mais fiel ao material original, apesar da ausência de personagens icônicos da série de filmes. Essa abordagem pode redefinir a relação entre cinema e videogame dentro da franquia.
Reação dos fas/mercado
Nas redes sociais, a reação dos fãs foi imediata. Usuários do Twitter e Reddit apontaram que a menção de um possível sequel já gera expectativa, especialmente após o desempenho sólido de Redemption. Alguns comentaram que Cregger parece disposto a “expandir” o universo, enquanto outros permanecem céticos, lembrando que o diretor já descartou sequências para Barbarian no passado.
Analistas de mercado destacam que, se Resident Evil 2026 alcançar números semelhantes ao de Redemption (aproximadamente US$ 150 milhões no mundo), a probabilidade de aprovação de um orçamento para sequência aumenta significativamente. Além disso, a presença de Austin Abrams – que já atua em outro thriller de horror, Whalefall – pode atrair um público jovem que acompanha seu trabalho nas plataformas de streaming.
O que esperar
Com base nas declarações de Cregger, alguns cenários possíveis para um sequel incluem:
- Explorar a origem do T‑Virus, talvez retornando a Umbrella Corp. como antagonista central.
- Introduzir novos personagens que complementem a jornada de Bryan, ampliando o escopo geográfico para além de Raccoon City.
- Utilizar técnicas de filmagem não‑linear novamente, mas com maior apoio de VFX para garantir continuidade visual.
- Adicionar elementos de gameplay dos jogos – como puzzles de laboratório e confrontos contra criaturas específicas – para agradar os puristas.
Do ponto de vista de produção, a equipe deverá aprender com os desafios apontados por Abrams: manter um “log de ferimentos” detalhado, sincronizar maquiagem de sangue e desgaste físico, e possivelmente re‑gravar sequências em ordem cronológica para facilitar a atuação. Cregger também indicou que está aberto a colaborações com roteiristas da série de games, o que poderia garantir maior fidelidade ao cânon.
Para ficar no radar
O reboot chega aos cinemas em 17 de setembro de 2026. Caso o filme supere as expectativas de bilheteria, a produção de um sequel pode ser anunciada ainda no mesmo trimestre, com previsão de início de filmagens em 2027. Enquanto isso, os fãs devem acompanhar as redes oficiais da Sony Pictures e de Zach Cregger para atualizações sobre possíveis teasers, anúncios de elenco e detalhes de roteiro.
Além disso, a performance de Austin Abrams em Whalefall (lançamento previsto para outubro) será monitorada como indicativo de sua capacidade de liderar franquias de horror, o que pode influenciar decisões de casting para uma sequência de Resident Evil.


