O filme Resident Evil (2026) encerra sua corrida de 90 minutos com Bryan se transformando em uma criatura grotesca, enquanto a cura escapa para o abismo. Essa cena final, sem pós-créditos, deixou a comunidade dividida entre quem a aplaude como ousada e quem a considera um golpe de mau gosto.
Fato: o final de Resident Evil (2026) é controverso
Ao entregar a cura nas mãos de um protagonista que se transforma em monstro, o diretor Zach Cregger subverte a expectativa típica de um desfecho heroico. O título aparece na tela, a câmera foca no Bryan mutante iluminado por um helicóptero da Guarda Nacional e a história termina abruptamente, sem indicar sequências ou teasers.
Contexto: por que importa
Desde que a franquia de jogos da Capcom começou a ser adaptada para o cinema, as obras sempre sofreram críticas por ignorarem o tom e a narrativa dos jogos. Cregger, conhecido por Barbarian, prometeu capturar a experiência de survival horror, e até agora conseguiu: o filme tem a maior nota de críticos entre adaptações de videogames, segundo o Rotten Tomatoes. Entretanto, o final não só quebra a tradição de heroísmo como também introduz um elemento nunca visto nos jogos – um “boss” original que poderia servir de ponto de partida para uma nova fase da saga.
Reação dos fãs/mercado
As reações foram polarizadas. Alguns elogiaram a coragem de Cregger em arriscar um desfecho melancólico, argumentando que ele reforça a atmosfera de desespero típica de Resident Evil. Outros sentiram que a mutação de Bryan foi forçada, alegando que o filme sacrificou a coerência narrativa em nome de um choque visual.
- Pró: O final reforça a sensação de vulnerabilidade, lembrando o jogador de que nenhum personagem está a salvo.
- Contra: A ausência de explicação sobre a origem da mutação deixa um buraco na trama, frustrando quem busca lógica.
- Pró: Cria um gancho potencial para um futuro “boss fight” em um próximo filme ou jogo.
- Contra: A falta de post‑credit scene quebra a expectativa moderna de teasers, gerando dúvidas sobre a continuidade.
Além disso, críticos apontaram que a cena lembra o climax de The Thing (John Carpenter), o que pode ser visto como homenagem ou plágio, dependendo da perspectiva.
O que esperar
Embora Cregger ainda não tenha confirmado uma sequência, ele insinuou interesse em retomar a história. Se houver um próximo filme, ele provavelmente explorará a origem da mutação de Bryan, possivelmente conectando-a a experimentos da Umbrella Corporation ou a um novo antagonista. A ausência de cena pós‑créditos pode indicar que a continuação será anunciada de forma mais tradicional, talvez em um evento de fãs ou através de um trailer futuro.
Para o público, o que resta é especular: o Bryan mutante será o vilão de um futuro jogo? Ou servirá como um aviso sobre os perigos de buscar a cura a qualquer custo? Enquanto isso, o filme já garantiu seu lugar como o ponto de partida de discussões acaloradas dentro da comunidade geek.
O lado que ninguém está vendo
O que poucos notam é que o final pode ser uma crítica ao próprio modelo de franquia de Resident Evil. Ao transformar o herói em monstro, Cregger subverte a lógica de que sempre haverá um salvador. Essa escolha pode refletir a fadiga do público com reboots previsíveis, sugerindo que a única forma de inovar é destruir os ícones que amamos.
Se a direção seguir por esse caminho, podemos esperar narrativas mais sombrias e menos “confortáveis” nos próximos lançamentos, tanto no cinema quanto nos jogos. A mensagem implícita é clara: a sobrevivência tem um preço, e às vezes esse preço é a própria humanidade.
“O filme captura a experiência de jogar um survival horror, mas o final deixa um gosto amargo que pode ser exatamente o que a franquia precisava.” – Comentário de crítico especializado.


