WhatsApp Instagram YouTube
Culpa do Lag CULPA DO LAG
Capa do livro Mundo Sombrio
📖 Livro do autor do site
Mundo Sombrio

Uma fantasia sombria sobre o véu fino entre os vivos e os mortos. Leia agora no Kindle.

Ler na Amazon →
Games

Sam Carlisle discute co-development na GDC Side Quest

· · 4 min de leitura
Cena do jogo XDS Spark
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: Sam Carlisle, co‑fundador da XDS Spark, explicou no episódio do GDC Side Quest como o co‑development pode ajudar estúdios a entregar jogos de qualidade sem inflar o orçamento.

Fato

No último episódio da série GDC Side Quest, Beth Elderkin, gerente de marketing da GDC Festival of Gaming, recebeu Sam Carlisle, co‑fundador da XDS Spark, para discutir as nuances do co‑development e do desenvolvimento externo (ex‑dev). O papo serviu como um “crash course” sobre um modelo que existe há décadas, mas que hoje ganha destaque como estratégia de sobrevivência para estúdios e como oportunidade de carreira para profissionais da indústria.

Contexto: por que importa

Os projetos de videogame estão cada vez maiores, com equipes que precisam equilibrar criatividade, prazos apertados e orçamentos limitados. Quando o escopo explode, a solução tradicional — contratar freelancers ou estender horas extras — costuma gerar mais problemas do que soluções. É aí que entra o co‑development: estúdios contratam parceiros externos para assumir partes do desenvolvimento, desde arte e áudio até programação de sistemas inteiros.

Esse modelo traz três benefícios claros:

  • Escalabilidade: permite ampliar a equipe rapidamente sem comprometer a estrutura interna.
  • Especialização: parceiros podem trazer expertise que o estúdio não possui, como motores proprietários ou pipelines de animação avançados.
  • Risco financeiro: ao dividir custos e responsabilidades, o estúdio reduz o impacto de eventuais atrasos ou retrabalhos.

Entretanto, escolher o parceiro certo não é tarefa simples. O processo criativo de um jogo é iterativo e altamente colaborativo; tratar o co‑dev como mero fornecedor pode gerar desalinhamento de visão, atrasos e até conflitos de propriedade intelectual.

Reação dos fas/mercado

A comunidade de desenvolvedores recebeu a entrevista com entusiasmo. Em fóruns como r/gamedev, usuários elogiaram a clareza de Carlisle ao desmistificar a diferença entre co‑development (parceria de longo prazo, com compartilhamento de risco) e ex‑dev (contratação pontual de serviços). Muitos citaram a necessidade de contratos bem definidos e de comunicação constante, citando o meme "*When you forget to sync the repo and the whole dev team cries*" como alerta para a importância da coordenação.

Analistas de mercado também observaram que o interesse por co‑development está crescendo, especialmente entre estúdios indie que buscam escalar sem abrir mão da identidade criativa. A GDC Festival of Gaming tem divulgado workshops sobre o tema, indicando que o assunto está se tornando parte do currículo padrão para produtores de jogos.

O que esperar

Com base nas ideias apresentadas por Carlisle, alguns caminhos se desenham para o futuro do co‑development:

  1. Plataformas de matchmaking: espera‑se o surgimento de serviços que conectem estúdios a parceiros especializados, algo similar ao que já acontece no mundo freelance, mas focado em projetos de grande escala.
  2. Modelos de contrato flexíveis: acordos que permitam ajustes de escopo em tempo real, reduzindo a burocracia e facilitando iterações rápidas.
  3. Ferramentas de colaboração integradas: pipelines que sincronizem assets, builds e documentação entre equipes internas e externas, minimizando o risco de "versão desatualizada" que tanto assusta os devs.

Para quem está pensando em adotar o co‑development, Carlisle recomenda iniciar com projetos piloto pequenos, estabelecer métricas de performance claras e investir em comunicação transparente desde o primeiro dia.

Para ficar no radar

O episódio do GDC Side Quest está disponível no site oficial da Game Developer. Além disso, a GDC Festival of Gaming continuará a oferecer painéis e sessões de networking focados em co‑development ao longo do próximo ano, então vale ficar de olho na agenda da conferência.

Se você ainda não acompanha o Game Developer Podcast, vale dar um pulo nas últimas edições para entender como outras áreas — como áudio, design de níveis e marketing — estão se beneficiando desse modelo colaborativo.

Em resumo, o co‑development não é apenas uma solução de curto prazo; ele está se consolidando como parte da estratégia de longo prazo para estúdios que desejam crescer de forma sustentável. Como diria um velho meme de devs: "*If it works, don’t fix it*" — e o co‑development pode ser exatamente o que funciona.

Culpa do Lag
Curtiu? Recebe as próximas no WhatsApp.

Games, animes, filmes e tech — as notas quentes direto no nosso canal, sem depender de algoritmo.

Seguir no canal

Veja tambem

Compartilhar WhatsApp