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Cultura Geek

SM Entertainment processa criadores de deepfakes de Yoona e ataca posts contra Winter

· · 3 min de leitura
Yoona e Winter ao lado do logo da SM Entertainment, cercadas por ícones de alerta de deepfake e símbolos de justiça
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A SM Entertainment, uma das maiores agências de K-pop da Coreia do Sul, protocolou queixas-crime contra autores de deepfakes pornográficos da integrante do Girls' Generation Lim Yoona e declarou tolerância zero a campanhas de ódio direcionadas a Winter, do grupo aespa. O anúncio ocorreu em 28 de setembro de 2026 e cita leis coreanas que criminalizam a criação e o compartilhamento de conteúdo sexual fabricado por inteligência artificial.

O que aconteceu

Em comunicado oficial, a agência confirmou ter identificado novos casos de imagens manipuladas por IA usando o rosto de Lim Yoona — artista veterana do Girls' Generation, grupo feminino lendário do K-pop — circulando em redes sociais e comunidades online. A SM Entertainment já apresentou denúncias criminais baseadas em evidências coletadas por monitoramento interno e denúncias de fãs via canal "KWANGYA 119", plataforma oficial de proteção aos artistas da empresa.

Paralelamente, a agência emitiu alerta severo contra posts maliciosos que atingem Winter (nome artístico de Kim Min-jeong), vocalista e dançarina do aespa, girl group de quarta geração debutado em 2020. Segundo o texto, há disseminação contínua de informações falsas, difamação, insultos, ataques pessoais e assédio sexual em plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, YouTube, TheQoo, Instiz, DC Inside, Women's Generation e Nate Pann.

Como chegamos aqui

O problema de deepfakes não-consensuais envolvendo celebridades coreanas escalou nos últimos anos com a popularização de ferramentas de IA generativa acessíveis. A legislação sul-coreana endureceu: a Lei de Casos Especiais sobre Punição de Crimes Sexuais agora prevê pena de prisão para quem edita ou distribui vídeos fabricados com conteúdo sexual, mesmo que a vítima não tenha posado nua. A SM Entertainment cita explicitamente essa lei, além da Lei de Rede de Informação e Comunicação (difamação) e direitos de imagem.

O canal "KWANGYA 119" — referência ao universo ficcional "KWANGYA" que conecta narrativas dos grupos da SM — funciona como central de denúncias onde fãs enviam links e prints de violações. A agência afirma que monitora continuamente e coleta provas para embasar processos, adotando política de "zero tolerância" sem acordos ou indulgência.

  • Deepfakes de Lim Yoona: queixas-crime já protocoladas; compartilhar ou republicar também configura crime.
  • Posts contra Winter: ação legal em etapas, incluindo denúncias criminais; abrange fóruns anônimos e plataformas internacionais.
  • Identificação de autores: a SM promete rastrear responsáveis dentro e fora da Coreia, solicitando investigação às autoridades competentes.

O que vem depois

A SM Entertainment reforçou que continuará monitorando e fortalecendo a resposta jurídica. Para fãs e público geral, o recado é claro: não criem, não compartilhem, não repostem — mesmo em "quote posts" ou artigos que embedem o material ilegal. A simples redistribuição pode enquadrar o usuário como coautor na esfera penal.

O caso expõe como a indústria do entretenimento coreana tem usado o arcabouço legal recente para combater a violência digital de gênero, fenômeno que atinge desproporcionalmente mulheres idols. Outras grandes agências (HYBE, JYP, YG) adotaram posturas semelhantes nos últimos meses, sinalizando mudança de paradigma: de remoção reativa para persecução penal proativa.

Para ficar no radar

Os desdobramentos dependem da velocidade do sistema judiciário coreano e da cooperação internacional para identificar autores fora do país. A eficácia do rastreamento em fóruns anônimos e plataformas descentralizadas será teste decisivo. Enquanto isso, a SM mantém o canal KWANGYA 119 ativo para novas denúncias e promete atualizações conforme os processos avançarem.

Perguntas frequentes

O que são deepfakes e por que são crime na Coreia do Sul? ▾
Deepfakes são mídias sintéticas criadas por IA que substituem o rosto de uma pessoa em vídeos ou fotos, muitas vezes com conteúdo sexual. Na Coreia do Sul, a Lei de Casos Especiais sobre Punição de Crimes Sexuais criminaliza a edição e distribuição de vídeos fabricados com teor sexual, prevendo pena de prisão mesmo sem consentimento da vítima para a nudez original.
Quem é Lim Yoona e qual sua relação com a SM Entertainment? ▾
Lim Yoona (conhecida como Yoona) é integrante do Girls' Generation (SNSD), girl group lendário debutado em 2007 pela SM Entertainment. Ela atua como cantora, atriz e embaixadora de marcas globais, sendo uma das artistas mais longevas e reconhecidas da agência.
O que é o canal KWANGYA 119 citado no comunicado? ▾
KWANGYA 119 é a plataforma oficial de denúncias da SM Entertainment onde fãs enviam evidências de violações de direitos dos artistas — como deepfakes, difamação, assédio e vazamentos. O nome remete ao universo ficcional "KWANGYA" que conecta as narrativas dos grupos da agência.
Compartilhar ou dar retweet em deepfake também é crime? ▾
Sim. Segundo o comunicado da SM Entertainment, compartilhar, republicar ou disseminar tais imagens — incluindo quote posts, artigos que embedem o material e uploads em comunidades — pode configurar violação da Lei de Rede de Informação e Comunicação (difamação), direitos de imagem e a lei de crimes sexuais digitais.
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