WhatsApp Instagram YouTube
Culpa do Lag CULPA DO LAG
Cinema e Series

Spaghetti Westerns: 10 Melhores Fora de Sergio Leone

· · 5 min de leitura
Imagem de Sergio Leone — Spaghetti Westerns: 10 Melhores Fora de Sergio Leone
Compartilhar WhatsApp

TL;DR: Se você acha que só Sergio Leone fez spaghetti westerns de qualidade, está enganado. Esta lista traz dez filmes que provam que a Europa produziu obras tão marcantes quanto as do mestre.

The Return of Ringo (1965)

Giuliano Gemma repete o papel de Ringo em The Return of Ringo, um western que mistura vingança e humor ao reinterpretar A Odisseia. A trilha de ennio morricone eleva a atmosfera, enquanto o protagonista usa a identidade de florista para infiltrar-se nos bandidos. Pró: ritmo acelerado e personagens carismáticos. Contra: a narrativa pode parecer fragmentada para quem busca linearidade.

django (1966)

Direção de Sergio Corbucci e performance icônica de Franco Nero tornam Django um marco da violência estilizada. O protagonista arrasta um caixão que esconde armas, criando um visual que inspirou Django Unchained de Quentin Tarantino. Pró: brutalidade inovadora para a época. Contra: cenas sangrentas podem afastar espectadores mais sensíveis.

A Bullet for the General (1966)

Gian Maria Volonté brilha como o revolucionário mexicano El Chuncho, enquanto Lou Castel interpreta o traidor Bill Tate. O filme equilibra ação explosiva e trama política, mostrando que o western pode ser ferramenta de crítica social. Pró: desenvolvimento de personagens e reviravolta inesperada. Contra: duração quase duas horas pode cansar quem prefere narrativas mais concisas.

The Big Gundown (1967)

Sergio Sollima e Sergio Donati entregam The Big Gundown, onde lee van cleef interpreta o caçador de recompensas Jonathan Corbett. O duelo de personalidade entre Corbett e o fora da lei Cuchillo (Tomas Milian) cria tensão constante. Pró: química impecável entre os protagonistas. Contra: o final deixa perguntas sem resposta, o que pode frustrar quem busca fechamento.

Death Rides a Horse (1967)

Giulio Petroni dirige este clássico de vingança estrelado por John Phillip Law e Lee Van Cleef. A parceria dos dois exilados da América traz um tom de justiça poética, enquanto a trilha de Morricone ecoa nas cenas de tiroteio. Pró: ritmo bem dosado entre ação e construção de personagens. Contra: alguns diálogos caem em clichês de gênero.

Face to Face (1967)

Outra colaboração de Sollima e Donati, Face to Face traz Tomas Milian como o fora da lei Beau Bennet ao lado de Gian Maria Volonté, que interpreta o professor Brad Fletcher. O filme explora a degradação moral dos personagens, oferecendo um estudo psicológico raro nos westerns da época. Pró: profundidade temática. Contra: ritmo mais lento pode desagradar quem busca ação constante.

Day of Anger (1967)

Tonino Valerii dirige Day of Anger, onde Giuliano Gemma interpreta o aprendiz Scott Mary sob a tutela do veterano Frank Talby (Lee Van Cleef). A relação mentor‑apprentice evolui para rivalidade, proporcionando um dos melhores duelos de Van Cleef. Pró: desenvolvimento de tensão entre os dois protagonistas. Contra: o enredo secundário com o pai adotivo pode parecer forçado.

the great silence (1968)

Considerado o auge de Sergio Corbucci, The Great Silence traz Jean-Louis Trintignant como o silencioso pistoleiro que enfrenta o sadista Klaus Kinski. O cenário nevado cria uma atmosfera única, e o final brutal desafia expectativas do gênero. Pró: ousadia narrativa e visual marcante. Contra: o desfecho sombrio pode ser demasiado amargo para alguns espectadores.

sabata (1969)

gianfranco parolini cria a trilogia de Sabata, com Lee Van Cleef no papel-título. O primeiro filme combina humor, tiroteios coreografados e conspirações de fazendeiros corruptos, mantendo o ritmo ágil. Pró: carisma de Van Cleef e ação bem coreografada. Contra: a sequência de filmes perde parte da magia original.

They Call Me Trinity (1970)

terence hill e bud spencer formam a dupla cômica em They Call Me Trinity, que mistura faroeste com slapstick. O tom leve contrasta com a violência dos demais títulos, oferecendo alívio cômico ao gênero. Pró: química inegável entre Hill e Spencer. Contra: humor pode soar forçado para quem prefere seriedade.

Vereditos: o melhor pra cada perfil

Não existe um "melhor" absoluto; a escolha depende do que você busca:

  • Para quem ama violência estilizada: Django ou The Great Silence.
  • Para quem prefere trama política e crítica social: A Bullet for the General ou Face to Face.
  • Para quem curte duelos de atores lendários: The Big Gundown ou Death Rides a Horse.
  • Para quem busca humor e leveza: They Call Me Trinity ou The Return of Ringo.
  • Para os fãs de Lee Van Cleef: Sabata e Day of Anger são indispensáveis.

Em suma, o universo dos spaghetti westerns oferece opções para todos os gostos, provando que a genialidade do gênero vai muito além de Sergio Leone.

Onde isso pode dar

Ao revisitar esses títulos, o leitor pode redescobrir influências que ainda ecoam em diretores contemporâneos, como Tarantino e Rodriguez. Além disso, a diversidade de estilos — de drama sombrio a comédia pastelão — demonstra que o western europeu ainda tem muito a ensinar sobre narrativa visual e sonora.

Perguntas Frequentes

  • Qual spaghetti western fora de Leone tem a melhor trilha sonora? A maioria apontaria para Django ou The Great Silence, ambos com composições de Ennio Morricone que permanecem icônicas.
  • Existe algum spaghetti western que influenciou diretamente um filme de Hollywood? Sim, Django inspirou Django Unchained de Quentin Tarantino, e Death Rides a Horse influenciou a estética de Kill Bill.
  • Qual desses filmes é mais acessível para quem nunca assistiu um western italiano? They Call Me Trinity oferece humor e ação leve, sendo a porta de entrada menos intimidante.
Culpa do Lag
Curtiu? Recebe as próximas no WhatsApp.

Games, animes, filmes e tech — as notas quentes direto no nosso canal, sem depender de algoritmo.

Seguir no canal

Veja tambem

Compartilhar WhatsApp