Splatoon Raiders chega ao Nintendo Switch 2 como a primeira experiência focada em um modo solo dentro da franquia, oferecendo missão de caça ao tesouro nas ilhas Spirhalite enquanto você enfrenta ondas de inimigos Salmonids.
O que aconteceu
O título parte da premissa clássica de Splatoon: atirar tinta para dominar o terreno, mas troca a competição online por uma campanha narrativa onde o jogador assume o papel de mecânico ao lado da trupe musical Deep Cut – composta por Shiver, Frye e o misterioso Big Man, um arraia‑ponta. Cada ilha apresenta desafios variados, desde missões lineares que combinam tiroteio e plataformas até corridas contra o tempo para coletar orbes.
Um dos pontos altos da jogabilidade é a mecânica de velocidade: correr sobre tinta colorida aumenta drasticamente a mobilidade, permitindo flanqueamentos rápidos. O jogo também introduz um sistema de customização de builds que vai além das armas tradicionais, permitindo ao jogador equipar gadgets como o shot pot – uma torre automática que dispara enquanto você avança com a Splatana.
Como chegamos aqui
A série sempre foi sinônimo de multiplayer competitivo, mas a falta de interesse de alguns jogadores em modos online acabou criando um nicho para experiências mais focadas na narrativa. Splatoon Raiders responde a esse desejo ao oferecer:
- Construção de equipamentos: slots limitados para melhorar alcance, taxa de disparo e dano de gadgets.
- relíquias desbloqueáveis: poderes como Lifesaver (recuperação de HP) e Ink Pro (redução de consumo de tinta).
- Co‑op online: até dois companheiros podem se juntar para enfrentar versões “Spicy” e “Super Spicy” das missões, aumentando a dificuldade e a rejogabilidade.
Entretanto, a transição para o single-player trouxe um sacrifício notável: a customização estética. Diferente dos títulos anteriores, onde era possível escolher individualmente camisa, calça e boné, aqui o jogador só desbloqueia trajes completos, limitando a expressão visual.
O que vem depois
Com a campanha concluída, o jogador ganha acesso a novas ilhas e desafios mais difíceis, mantendo o interesse através de variações de dificuldade. A presença do modo cooperativo também abre espaço para eventos sazonais e possíveis atualizações que adicionem novos gadgets ou relíquias.
Para a comunidade brasileira, a principal questão será se a ênfase no gameplay e na customização de builds compensa a ausência de opções de personalização visual, que sempre foi um ponto forte da série. Enquanto o multiplayer tradicional ainda é ausente, a possibilidade de jogar em grupo online pode ser suficiente para manter os fãs engajados, especialmente em tempos de restrições de conexão.
Vale a pena?
Em termos de gráficos e som, Splatoon Raiders mantém o padrão A da franquia, com ambientes vibrantes e trilha sonora que combina com o clima de aventura marítima. A narrativa, porém, funciona mais como pano de fundo; o verdadeiro atrativo reside nas mecânicas de tiro, na liberdade de montar builds e na diversão do modo cooperativo.
Se você costuma evitar jogos que exigem partidas online constantes, este título pode ser a porta de entrada ideal para o universo Splatoon. Por outro lado, quem prioriza a customização estética pode sentir falta das opções que definiam a identidade visual dos personagens nos jogos anteriores.
Em suma, Splatoon Raiders representa um experimento ousado que, apesar de algumas limitações, entrega uma experiência de jogo envolvente e adaptada ao gosto de um público que busca mais do que apenas competição online.


