Supergirl estreou com arrecadação de apenas US$ 37,1 milhões, recebeu críticas polarizadas e ainda tem duas versões diferentes testadas em público.
O que aconteceu?
O longa‑série Supergirl (2026) chegou aos cinemas em 26 de junho, mas não conseguiu alcançar o sucesso esperado nas bilheterias. Além da baixa arrecadação, surgiram relatos de que, até a data de estreia, duas cortes distintas da obra estavam circulando: uma sob a direção do diretor Craig Gillespie e outra editada pelos responsáveis da DC Studios, possivelmente influenciada por James Gunn.
Essas duas versões foram submetidas a audiências de teste. A edição de Gillespie, finalizada pela editora Tatiana S. Riegel – conhecida por trabalhos como Cruella e I, Tonya – superou a versão da DC Studios, editada por Fred Raskin (responsável pelos Guardians of the Galaxy de Gunn), por apenas dois pontos percentuais. Ambos os cortes foram elogiados por ritmo e escolha musical, aspectos que críticos apontaram como problemáticos no filme final.
Como chegamos aqui?
O conflito criativo começou durante a fase de produção, quando a visão do diretor Craig Gillespie entrou em choque com as diretrizes impostas pela equipe da DC Studios, liderada por James Gunn. Fontes internas relataram que, inicialmente, a fricção gerou ideias inovadoras, mas, ao longo de 2025, a divergência se aprofundou, ameaçando a própria conclusão do projeto.
Em vez de buscar um consenso, a produção optou por seguir dois caminhos paralelos, contratando dois editores diferentes. Esse método incomum resultou em duas narrativas com diferenças marcantes – como a inclusão de uma abertura alternativa e mais background para a personagem principal na versão associada a Gunn.
- Diretor: Craig Gillespie – conhecido por Crazy Rich Asians e Guardians of the Galaxy Vol. 2 (co‑diretor).
- Produtor executivo: James Gunn – responsável por revitalizar o universo cinematográfico da DC.
- Editores: Tatiana S. Riegel (versão Gillespie) e Fred Raskin (versão DC Studios).
- Resultado nos testes: corte de Gillespie venceu por 2 pontos, mas ambas as versões foram bem avaliadas quanto ao ritmo.
Essas divergências lembram o caso de Justice League, que também sofreu com múltiplas versões e críticas divididas, até que o tão aguardado "Snyder Cut" foi lançado em 2021, trazendo nova vida ao filme e ao fandom da DC.
O que vem depois?
Até o momento, não há confirmação oficial de que um "Gunn Cut" de Supergirl será disponibilizado em streaming ou em formato físico. A comunidade de fãs está atenta, pois o sucesso do "Snyder Cut" mostrou que versões alternativas podem gerar grande engajamento e até melhorar a reputação de um filme.
Além disso, a DC Studios tem planos ambiciosos para 2025 e 2026, incluindo o lançamento de Superman que, apesar de um início tímido, tem potencial para virar sucesso nas plataformas digitais. Projetos como a série Mr. Terrific também podem mudar a percepção do público sobre o universo compartilhado.
Se a DC decidir lançar a versão de Gunn, ela poderá oferecer uma narrativa mais aprofundada da heroína, possivelmente adicionando cenas que explorem sua origem em Krypton e seu papel como símbolo de esperança. Contudo, o interesse real do público ainda é incerto, já que a maioria dos espectadores ainda não assistiu ao filme nas salas.
Para ficar no radar
Os fãs que acompanham a DC devem ficar atentos a anúncios oficiais nos próximos meses. Caso a Warner Bros. decida lançar um corte alternativo, a estratégia de marketing provavelmente seguirá o modelo usado para o "Snyder Cut": lançamento em plataforma de streaming, campanha de mídia social intensa e eventos de fãs.
Enquanto isso, a lição mais importante para a DC Studios é a necessidade de alinhar a visão criativa entre diretores e produtores antes de fechar a edição final, evitando situações que geram confusão e prejuízo de bilheteria.


