O exclusivo de playstation 5 Sword of the Sea apareceu de surpresa na Nintendo eShop do switch 2 custando US$ 30, encerrando a exclusividade de console menos de um ano após o lançamento original. O título da Giant Squid — mesmo estúdio de Abzu (2016) e The Pathless (2020) — chega como porte direto, sem conteúdo extra, e não está disponível para o Switch original.
O que você precisa saber antes de comprar
- Preço e disponibilidade: US$ 30 na eShop brasileira do Switch 2; donos do Switch de primeira geração não terão acesso. Não há desconto para assinantes do Nintendo Switch Online, diferentemente do lançamento no PS Plus, onde o jogo foi gratuito no dia 1º.
- Duração real: A campanha principal fecha em 3 a 4 horas; completistas gastam cerca de 10 horas para achar todos os segredos. É uma experiência curta, desenhada para ser terminada em uma ou duas sentadas.
- Jogabilidade focada em fluxo: Você controla uma espada flutuante que desliza sobre areia, magma e gelo como se fosse um skatepark infinito. Não há combate tradicional nem árvores de habilidade — o loop é ganhar velocidade, fazer manobras e restaurar vida no cenário.
- Narrativa ambiental: Quase não há diálogos ou cutscenes. A história do oceano perdido sob o Necrópole é contada pela arquitetura das ruínas, pela mudança de biomas e pela trilha sonora dinâmica.
- Trilha sonora premiada no Grammy: A composição venceu Best Score Soundtrack for Video Games and Other Interactive Media na 68ª edição do Grammy. No Switch 2, o áudio roda em estéreo comprimido; quem tem soundbar ou fone bom percebe a diferença para a versão de PS5 (que suporta Tempest 3D Audio).
- Desempenho no hardware novo: O jogo roda travado a 60 fps na maioria dos trechos, com quedas pontuais para 50 fps nas áreas de magma com muitas partículas. Resolução dinâmica entre 1080p e 1440p no modo TV; 720p estável no portátil.
- Portabilidade como diferencial: A experiência "chill" casa bem com o modo portátil — fones intra-auriculares e a tela oled do Switch 2 realçam a paleta de cores pastel. Para sessões curtas no ônibus ou na cama, funciona melhor que no sofá ligado à TV.
- Contexto de lançamentos furtivos: Este é o segundo "stealth drop" relevante na eShop do Switch 2 em poucos dias; o anterior trouxe um exclusivo de PS1 de 2003. A Giant Squid historicamente levava 2 a 3 anos para portar seus jogos à Nintendo; este chegou em meses, sugerindo mudança de estratégia do estúdio ou acordo comercial não divulgado.
Vale a pena no Switch 2?
Se você já jogou no PS5 ou PC, não há motivo para recomprar: é o mesmo conteúdo, sem modo foto, sem New Game+ e sem suporte a amiibo. Para quem só tem o console da Nintendo e gosta de experiências curtas, contemplativas e com direção de arte forte, os US$ 30 entregam uma das melhores trilhas sonoras dos últimos anos e uma mecânica de movimento única. Já quem busca ação, progressão de RPG ou longevidade de 30+ horas vai se frustrar rápido.
O lançamento funciona como "tapa-buraco" de qualidade até a chegada do Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake, ainda sem data firme mas esperado para os próximos meses. Enquanto isso, Sword of the Sea cumpre o papel de vitrine técnica do novo hardware e de prova de que a Nintendo está abrindo espaço para ports de prestígio no dia um — ou quase.


