TL;DR: Taki Udon, fundador da RetroRemake, divulgou um vídeo mostrando o protótipo fpga SP, um handheld que emula Game Boy Advance e aceita cartuchos originais por cerca de US$100.
O que é o console FPGA SP apresentado por Taki Udon?
O FPGA SP é um projeto de hardware desenvolvido como um “passion project” por Taki Udon, criador da comunidade RetroRemake. Trata‑se de um console portátil que utiliza um chip FPGA (Field‑Programmable Gate Array) para reproduzir, em nível de hardware, a arquitetura do Game Boy Advance (GBA). Diferente de emuladores de software, o FPGA oferece compatibilidade quase perfeita, pois replica o circuito original do console, permitindo que cartuchos físicos de GBA sejam inseridos e jogados diretamente.
Como funciona a emulação de cartuchos GBA no FPGA SP?
Um FPGA é um dispositivo reprogramável que pode ser configurado para comportar‑se como qualquer circuito digital. No caso do FPGA SP, o chip foi programado para reproduzir o processador ARM7TDMI, a memória de vídeo e o controlador de entrada do GBA. Quando um cartucho é inserido, o FPGA lê o conteúdo da ROM e o executa como se fosse o hardware original, eliminando atrasos e artefatos típicos de emuladores baseados em software.
O projeto ainda inclui um firmware mínimo para gerenciar a interface do usuário, seleção de jogos e ajustes de voltagem, mas a maior parte da carga de trabalho de execução do jogo permanece no FPGA.
Quais são as especificações e o design do protótipo?
O vídeo divulgado por Taki Udon mostra um modelo em azul translúcido com um design de concha (clamshell) que remete ao Game Boy Advance SP lançado em 2003. As principais características do protótipo são:
- Processador: FPGA capaz de replicar o ARM7TDMI do GBA.
- Memória: 32 MB de RAM simulada, suficiente para todos os jogos GBA.
- Armazenamento: Slot para cartuchos físicos de Game Boy Advance.
- Display: tela lcd de 2,9 polegadas, resolução 240×160 pixels, igual ao GBA original.
- Alimentação: bateria recarregável de 1200 mAh, estimada para 8‑10 horas de jogo.
- Conectividade: porta micro‑usb para carregamento e atualização de firmware.
O design externo inclui botões de direção, A/B, L/R, Start/Select e um botão de ligar, todos posicionados para reproduzir a ergonomia do GBA SP.
Qual o custo estimado e a viabilidade de produção?
Em sua postagem, Taki Udon afirmou que o objetivo é manter o preço final em torno de US$100. Esse valor inclui o custo do FPGA, a placa de circuito impresso, a tela LCD, a bateria e a carcaça de plástico. O preço ainda depende de fatores como a escala de produção, a negociação com fornecedores de componentes e a necessidade de certificações de segurança.
Embora o projeto ainda esteja em fase de protótipo, a comunidade retro tem reagido positivamente, o que pode atrair apoio via crowdfunding ou pré‑encomendas, facilitando a transição de protótipo para produção em pequena escala.
Qual o impacto desse projeto para a comunidade retro?
O FPGA SP chega num momento em que muitos entusiastas buscam reviver a experiência autêntica dos consoles portáteis dos anos 2000. Ao aceitar cartuchos físicos, o dispositivo elimina a necessidade de ROMs digitais, reduzindo questões de legalidade e preservação. Além disso, o uso de FPGA garante que o desempenho seja idêntico ao original, algo que emuladores de software ainda lutam para alcançar.
Com um preço acessível, o console pode se tornar uma opção viável para colecionadores que desejam jogar títulos como Pokémon FireRed, The Legend of Zelda: The Minish Cap ou Metroid Fusion sem depender de dispositivos antigos que já não funcionam.
O que vem depois para o FPGA SP?
A próxima fase do projeto deve incluir testes de produção em lote, refinamento do firmware e, possivelmente, a abertura de um canal de pré‑venda. Taki Udon também mencionou que pretende documentar todo o processo de desenvolvimento em seu canal, oferecendo transparência e permitindo que outros desenvolvedores de FPGA aprendam com o projeto.
Se a comunidade mantiver o entusiasmo, é provável que vejamos versões coloridas diferentes, melhorias na autonomia da bateria e até suporte a acessórios como adaptadores de áudio. Por enquanto, o foco permanece em garantir que o protótipo funcione de forma estável e que o preço final se mantenha próximo da meta de US$100.
Para ficar no radar
O FPGA SP ainda está em fase de protótipo, mas já gera expectativa entre fãs de retro gaming. Acompanhe as atualizações de Taki Udon nas redes sociais e no site da RetroRemake para saber quando o projeto avançará para produção em massa.


