Por que Tazza 4 pode ser a virada que a franquia precisava?
TL;DR: O quarto filme da série Tazza chega com um elenco renovado, uma trama de vingança que ecoa clássicos da literatura e a promessa de aprofundar o lado humano dos jogadores.
Depois de seis anos de hiato, Tazza 4: The Song of Beelzebub chega às telonas com a missão de provar que a saga ainda tem muito a oferecer. O que realmente diferencia essa produção das anteriores? A resposta está nos detalhes: escolhas de elenco, nuances de roteiro e a forma como o diretor pretende usar o universo dos jogos como espelho da condição humana.
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Um trio de protagonistas que trazem nova energia
Byun Yo Han, que interpreta Jang Tae Young, chega ao papel carregado de pressão, mas aceita o desafio em apenas duas horas após ler o roteiro. Sua entrega promete combinar carisma com a vulnerabilidade de quem perdeu tudo para um amigo. Ao lado dele, Roh Jae Won encarna o rival que, como o clássico Mozart‑Salieri, desperta tanto admiração quanto inveja, criando um duelo psicológico tão intenso quanto o jogo em si.
Ayaka Miyoshi, em sua estreia no cinema coreano, traz a personagem Kaneko, uma mulher estratégica que mistura frieza e humanidade. A presença de uma protagonista feminina forte adiciona camadas inéditas ao universo predominantemente masculino da série.
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Roteiro que mistura vingança e reflexão existencial
O enredo gira em torno de um antigo amigo que rouba o império de cassinos online de Jang Tae Young, forçando os dois a se reencontrarem em um cenário global de apostas. Essa premissa lembra o duelo entre Amadeus e Salieri que Roh Jae Won citou, mas transposta para o mundo contemporâneo das apostas digitais.
A história não se limita ao thriller; ela explora o que acontece quando o passado volta para cobrar, reforçando a frase de Kim Hye Soo em Tazza 1: "O que passou, passou" – agora reinterpretada como um convite à redenção.
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Direção que aposta no visual como extensão da narrativa
Embora o diretor ainda não tenha sido mencionado, a parceria com Harper's BAZAAR Korea indica uma preocupação estética elevada. As imagens divulgadas mostram salas de jogo iluminadas por neon, contrastando com sombras que simbolizam as motivações ocultas dos personagens.
Essa estética visual pode transformar cada cena de aposta em um quadro quase pictórico, reforçando a ideia de que o hwatu e o poker são apenas ferramentas para revelar emoções humanas profundas.
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Um legado de 20 anos que ainda ressoa
Desde o primeiro Tazza, em 2006, a franquia se consolidou como um retrato da cultura de jogos coreana, misturando drama, humor negro e crítica social. Byun Yo Han destaca que, no fundo, a série sempre foi sobre pessoas, não sobre cartas.
Se Tazza 4 conseguir equilibrar a nostalgia dos fãs antigos com a inovação necessária para atrair novos públicos, poderá ser reconhecido como o ponto de convergência entre tradição e modernidade.
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Potencial de impacto cultural e comercial
A data de lançamento – 23 de setembro – posiciona o filme em um período de alta movimentação nas bilheterias, logo após o verão coreano. Um bom desempenho pode revigorar o interesse por produções que abordam o universo dos jogos de azar, gerando spin‑offs e séries de TV.
Além disso, a presença de Ayaka Miyoshi pode abrir portas para colaborações entre a indústria coreana e o mercado japonês, ampliando o alcance internacional da saga.
A aposta da redação
O sucesso de Tazza 4 não está garantido; a franquia já viu altos e baixos, e o público tem expectativas elevadas. Contudo, os cinco pontos analisados acima criam um cenário favorável: elenco carismático, roteiro que mistura vingança com profundidade psicológica, direção visualmente ambiciosa, respeito ao legado e oportunidade de expansão cultural.
Se o filme conseguir entregar tudo isso sem se perder em clichês de ação, temos nas mãos um clássico inesperado que pode redefinir o padrão das narrativas de jogos no cinema asiático. Caso contrário, será apenas mais um capítulo que reforça a necessidade de inovação constante. O futuro de Tazza está nas mãos dos espectadores – e, como sempre, nas cartas que eles decidirem jogar.
- Assista ao trailer oficial para captar a atmosfera visual.
- Releia o primeiro Tazza para entender as referências ocultas.
- Fique de olho nas críticas pós‑estreia para avaliar se a teoria aqui apresentada se confirma.


