Tetsuya Nomura revelou na D23 2026 que já está planejando o 30º aniversário de Kingdom Hearts, mesmo com a celebração de 25 anos prevista para o próximo ano.
Fato: Nomura já pensa no 30º aniversário de Kingdom Hearts
Durante a conferência da Disney para fãs e desenvolvedores (D23), o diretor criativo da Square Enix, Tetsuya Nomura, afirmou que a equipe começou a traçar ideias para o 30º aniversário da franquia. O anúncio vem em meio à preparação da comemoração dos 25 anos, que inclui o lançamento de uma série de anime e a continuação da coleção de remasterizações para as novas gerações de consoles.
Nomura destacou que projetos de grande escala costumam demandar vários anos de desenvolvimento, e que iniciar o planejamento agora é essencial para garantir que o marco de três décadas seja tão impactante quanto os primeiros lançamentos.
Contexto: por que importa
Kingdom Hearts não é apenas mais um título de RPG; é um ponto de convergência entre a estética dos games da Square Enix e o universo Disney. Desde o primeiro jogo, em 2002, a série acumulou mais de 39 milhões de unidades vendidas globalmente, criando uma base de fãs que atravessa gerações.
Além das vendas, a franquia tem se expandido para outras mídias: a série de anime anunciada recentemente, shows ao vivo, merchandising variado e até concertos sinfônicos que reinterpretam a trilha sonora composta por Yoko Shimomura. A Disney, que detém os direitos dos personagens, vê Kingdom Hearts como parte de um “ecossistema” de entretenimento, onde cada ponto de contato – jogo, animação, música, brinquedos – alimenta o interesse mútuo.
Ao projetar o 30º aniversário, Nomura e a Disney sinalizam duas coisas claras:
- Visão de longo prazo: não se trata de uma comemoração pontual, mas de uma estratégia que pode incluir novos jogos, mais conteúdo audiovisual e produtos licenciados.
- Compromisso com a comunidade: ao envolver fãs em projetos que vão além dos consoles, a franquia se torna mais resiliente a mudanças de mercado.
Em termos de calendário, a coleção Kingdom Hearts Collection I‑III chegará ao nintendo switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 8 de outubro 2026, enquanto Kingdom Hearts IV está programado para o final de 2027, com lançamentos simultâneos nas principais plataformas, incluindo PC via Steam e Epic Games Store.
Reação dos fãs/mercado
A comunidade online reagiu rapidamente. Muitos fãs celebraram a ambição de olhar tão longe no futuro, enquanto outros expressaram ceticismo quanto à capacidade da Square Enix de manter a qualidade narrativa após tantos anos.
Alguns pontos de debate surgiram:
- Qual será o foco? – Há quem espere um novo título principal, mas outros temem que a franquia se torne mais “multiplataforma” e perca a identidade de RPG.
- O anime será suficiente? – A série animada pode atrair novos públicos, mas ainda não há detalhes sobre elenco, estilo visual ou ligação direta com a trama dos jogos.
- Riscos financeiros: Investir em múltiplas frentes (jogos, animação, concertos) pode diluir recursos, especialmente se algum dos projetos falhar comercialmente.
Analistas de mercado apontam que a estratégia de “ecosistema” pode ser um trunfo, pois diversifica fontes de receita e diminui a dependência de um único lançamento. Contudo, a execução precisa ser coordenada para evitar sobrecarga de conteúdo que canse o público.
O que esperar
Com base nas declarações de Nomura e da diretora de jogos da Disney, Nana Gadd, podemos antecipar alguns caminhos prováveis:
- Novos jogos de grande porte: Um possível “Kingdom Hearts V” ou spin‑offs que explorem linhas temporais alternativas, talvez focados em personagens secundários.
- Expansão da animação: Além da série anunciada, episódios curtos ou filmes de animação que aprofundem a história dos mundos Disney.
- Experiências ao vivo: Concertos temáticos, parques temáticos temporários ou eventos de realidade aumentada que integrem a música e a estética da saga.
- Merchandising premium: figuras de edição limitada, coleções de arte e itens de colecionador que aproveitam o apelo nostálgico dos 30 anos.
É importante notar que projetos de grande escala podem levar de três a cinco anos para sair do papel. Portanto, o que vemos agora são apenas os primeiros rascunhos de um plano que se desenrolará ao longo da próxima década.
Onde isso pode dar
Se a Square Enix conseguir equilibrar a expansão multicanal com a qualidade narrativa que definiu Kingdom Hearts, o 30º aniversário pode se tornar um ponto de inflexão que solidifica a franquia como um dos pilares da cultura pop contemporânea. Por outro lado, se a estratégia se dispersar demais, há risco de diluir a identidade que fez os fãs se apaixonarem pelos primeiros jogos.
Para os investidores, o sinal de planejamento antecipado pode ser visto como um voto de confiança na longevidade da marca. Para os jogadores, representa a esperança de novas aventuras que mantenham viva a magia da combinação única entre Disney e Square Enix.
Em última análise, o que está em jogo não é apenas um número de aniversário, mas a capacidade da franquia de reinventar-se sem perder o encanto que a tornou um fenômeno global.


