TL;DR: O diretor Mike Flanagan confirmou que o próximo filme da franquia, The Exorcist: Martyrs, vai abrir sem a icônica trilha sonora ‘tubular bells’. A escolha faz parte de uma estratégia para reinventar o terror da série.
Por que The Exorcist: Martyrs não terá a música ‘Tubular Bells’?
Em entrevista exclusiva ao ComicBook, Flanagan explicou que decidiu deixar a famosa melodia de fora porque sentiu que incluí‑la tiraria parte da identidade única que a obra original possui. Ele descreveu a faixa como algo que já está “preso em âmbar” no filme de William Friedkin, e usar novamente seria, na visão dele, um ato de autoplagiarismo. O diretor quer que o público experimente um medo que nasce de novas fontes, não de nostalgia sonora.
Qual a importância da trilha ‘Tubular Bells’ na franquia The Exorcist?
A música, composta por Mike Oldfield, foi o ponto de partida para o terror que se espalhou nas telas a partir de 1973. Seu som sinistro ajudou a criar a atmosfera de suspense que definiu o gênero de horror sobrenatural. Por isso, a ausência dela em Martyrs gera curiosidade: será que o filme ainda conseguirá evocar o mesmo calafrio sem o apoio auditivo que se tornou sinônimo da série?
Quem compõe o elenco de The Exorcist: Martyrs?
O filme conta com um time de peso: Scarlett Johansson lidera o elenco, acompanhada por Diane Lane, Jacobi Jupe, Chiwetel Ejiofor, John Leguizamo e Laurence Fishburne. Além deles, Flanagan traz de volta alguns de seus colaboradores de confiança, como Hamish Linklater, Carla Gugino, Rahul Kohli, Samantha Sloyan e Katie Siegel. Essa mistura de veteranos do horror e estrelas de Hollywood promete dar mais profundidade aos personagens.
Como Mike Flanagan pretende assustar o público moderno?
Flanagan observou que as gerações atuais não se assustam tanto com o que assustava nos anos 70. Para ele, o medo hoje vem da sensação de um mal sem remédio, de um universo onde não há intervenção divina. Ele citou a ideia de que “não há rede de segurança cósmica” como o cerne da nova abordagem. Em vez de copiar os sustos de Friedkin, ele quer explorar o conceito de um mal que age livremente, sem limites impostos por Deus ou pela própria realidade.
Quando The Exorcist: Martyrs estreia nos cinemas?
O longa‑metragem está programado para chegar às salas de cinema no dia 12 de março de 2027. Ainda não há informações sobre pré‑venda ou data de estreia em plataformas de streaming, mas a expectativa é que o filme rode nos principais circuitos antes de qualquer lançamento digital.
O que o diretor disse sobre o tema do mal sem remédio?
Flanagan destacou que, ao assistir ao clássico de Friedkin, percebeu que o terror vem da percepção de que o diabo é real e Deus está ausente. Ele quer transportar essa sensação para o presente, mostrando que o mal pode se manifestar sem nenhum tipo de restrição ou justiça divina. Essa visão, segundo ele, “torna o horror ainda mais aterrorizante porque não há esperança de salvação”.
Onde isso pode dar?
A decisão de excluir Tubular Bells pode abrir espaço para novas trilhas que reforcem a atmosfera sombria que Flanagan deseja. Se o filme conseguir equilibrar o legado da franquia com uma linguagem contemporânea, pode revitalizar a série e inspirar novos projetos dentro do universo. Por outro lado, fãs mais puristas podem reagir negativamente à falta da música, o que pode gerar debates acalorados nas redes.
O que falta saber
Até o momento, ainda não foram revelados detalhes sobre o enredo específico, nem sobre possíveis conexões diretas com os eventos dos filmes anteriores. Flanagan prometeu que Martyrs terá “um truque” temático que liga ao original, mas guardou o segredo para não estragar a surpresa. Também não há informações sobre quem comporá a nova trilha sonora, o que deixa os fãs de música de horror curiosos.
Em resumo, The Exorcist: Martyrs chega como um experimento audacioso: abraça a tradição de horror da franquia, mas corta a parte sonora que se tornou um marco cultural. Resta aguardar para ver se essa ousadia será recompensada nas telas.


