TL;DR: O filme The One (2001) entrega pancadaria de outro mundo, enquanto Dark Matter (Apple TV) aposta em drama de ciência paralela; escolha depende se você curte socos ou teorias quânticas.
The One (2001) – O que o filme oferece
Direção de James Wong, The One chegou às telonas em 2 de novembro de 2001 e já entrou na história como um dos primeiros a brincar com a ideia de múltiplas versões de um mesmo personagem. Jet Li interpreta dois lados da moeda: Gabriel Yulaw, o vilão obcecado em eliminar seus clones para se tornar um deus, e Gabe Law, o policial de Los Angeles que de repente ganha poderes. A trama mistura artes marciais, efeitos de bullet‑time ainda engatilhados na época e uma trilha sonora de metal alternativo que faz até o Highlander parecer um karaokê de balada.
Apesar das críticas morna na estreia, o conceito de um multiverso onde cada versão de você tem um nível de poder diferente acabou se tornando um clássico cult. Se você curte ver Jet Li desfazer a própria existência em coreografias de kung fu, esse é o prato do dia.
Dark Matter (Apple TV) – O que a série entrega
Quando a segunda temporada de Dark Matter encerrou no Apple TV, ficou claro que a plataforma está apostando forte no multiverso, mas de um jeito mais cerebral. Baseada no romance de Blake Crouch, a série acompanha Jason Dessen, um professor de física que é sequestrado por uma versão alternativa de si mesmo. Ao contrário de Li, que resolve tudo com chutes, aqui a luta é feita de escolhas morais, paradoxos quânticos e, claro, muita tensão familiar.
A produção conta com Joel Edgerton como protagonista, além de um elenco que inclui Carla Gugino e Jennifer Connelly em versões alternativas. A estética visual é mais fria, com iluminação neon que lembra Blade Runner, e a trilha sonora opta por sintetizadores ao invés de guitarras distorcidas.
Comparativo rápido
| Aspecto | The One (2001) | Dark Matter (Apple TV) |
|---|---|---|
| Ano de lançamento | 2001 | 2024 (2ª temporada) |
| Formato | Filme | Série (streaming) |
| Direção | James Wong | John Doe (diretor da série) |
| Protagonista principal | Jet Li (Gabriel Yulaw / Gabe Law) | Joel Edgerton (Jason Dessen) |
| Abordagem do multiverso | Combate direto entre clones; eliminação aumenta poder. | Conflitos éticos e científicos; múltiplas linhas temporais coexistem. |
| Estilo visual | Action‑movie com efeitos de bullet‑time e cores saturadas. | Neon‑dark, estética de sci‑fi contemplativa. |
| Trilha sonora | Metal alternativo (Drowning Pool, Papa Roach). | Sintetizadores e ambient music. |
| Recepção crítica | Reviews medianos, mas cult ao longo dos anos. | Aclamada por fãs de ficção científica. |
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Se você é do tipo que vibra com kung fu exagerado, The One ainda é a escolha mais direta. A combinação de artes marciais e um conceito de multiverso que antecede Everything Everywhere All at Once faz dele um prato de nostalgia para quem curte ver o próprio ego ser destruído em câmera lenta.
Por outro lado, quem prefere um drama que mexe com a cabeça – teorias de física, dilemas familiares e uma narrativa que se estende por episódios – vai achar Dark Matter mais satisfatório. A série ainda tem a vantagem de estar disponível em streaming, com dublagem em inglês e legendas em português, facilitando maratonas sem precisar rebobinar a fita VHS.
- Para fãs de ação pura: escolha The One. Você vai ter mais socos, menos explicação.
- Para nerds de ciência: vá de Dark Matter. Cada episódio traz um novo paradoxo para debater no Discord.
- Para quem curte nostalgia + modernidade: assista os dois. Primeiro o filme, depois a série – assim você vê como o conceito evoluiu.
Vale notar que The One tem um tom mais “high‑octane”, enquanto Dark Matter aposta em construção de mundo e desenvolvimento de personagens. Se o seu objetivo é maratonar algo antes da próxima temporada de Dark Matter (que ainda não tem data confirmada), o filme pode ser o “lanchinho” perfeito.
Para ficar no radar
Com a temporada final de Dark Matter já no ar, a expectativa é que a Apple TV lance spin‑offs ou até um crossover com outras propriedades de multiverso. Enquanto isso, o 25º aniversário de The One pode gerar relançamentos em plataformas digitais – ainda não confirmado – o que abriria espaço para novos debates sobre a influência do filme nas produções atuais.
Em resumo, o duelo entre The One e Dark Matter não é só sobre quem tem mais efeitos especiais; é sobre que tipo de experiência multiversal você quer viver: um soco na cara ou uma viagem pela mente.


