O próximo grande filme de ação da Lionsgate, The Reckoner, já tem tudo para virar referência: roteiro de Derek Kolstad (criador de John Wick), direção de Kenji Tanigaki (autor de The Furious) e Peter Dinklage no elenco.
Fato: The Reckoner já tem roteiro e diretor confirmados
Depois do sucesso crítico e de bilheteria de The Furious, a Lionsgate assinou contrato para produzir The Reckoner, o primeiro projeto original do diretor Kenji Tanigaki. O roteiro está nas mãos de Derek Kolstad, responsável por revitalizar a franquia John Wick, e o ator Peter Dinklage foi anunciado para um papel ainda não revelado.
O filme ainda não tem data de lançamento, mas a parceria entre Lionsgate e AGBO (companhia de produção de John Rambo) já está garantida, o que indica um investimento pesado em produção e marketing.
Contexto: por que importa
Quando duas franquias de ação tão distintas se cruzam, o resultado pode ser tanto inovador quanto arriscado. John Wick trouxe coreografias de luta hiperrealistas e um universo submundano de assassinos, enquanto The Furious elevou a adrenalina com sequências de perseguição quase surreais. Unir esses estilos pode gerar um novo padrão para o gênero, mas também coloca a barra extremamente alta para o diretor.
Além disso, a presença de Peter Dinklage — conhecido por Game of Thrones e por papéis que mesclam gravidade e humor — sugere uma tentativa de humanizar ainda mais o protagonista, algo que costuma faltar nos blockbusters de ação pura.
Reação dos fãs/mercado
Nas redes, a notícia dividiu opiniões:
- Expectativa alta: Muitos fãs de John Wick acreditam que Kolstad trará a mesma intensidade de combate, enquanto admiradores de The Furious esperam sequências ainda mais ousadas.
- Desconfiança: Alguns críticos temem que a mistura de estilos resulte em um filme sem identidade própria, mais um “mix” de fórmulas já testadas.
- Curiosidade sobre Dinklage: O ator tem sido apontado como o elemento surpresa que pode equilibrar ação e narrativa, atraindo até o público que normalmente evita filmes de puro tiro.
Do ponto de vista financeiro, a Lionsgate aposta que a combinação de nomes reconhecidos garantirá retorno mesmo sem data de estreia, especialmente em plataformas de streaming que buscam conteúdo exclusivo de alta qualidade.
O que esperar
Com base nos trabalhos anteriores, alguns pontos são quase certos:
- Coreografias inovadoras: Kolstad costuma escrever lutas que são quase coreografias de balé, enquanto Tanigaki já provou que pode transformar objetos cotidianos — como bicicletas — em armas de cinema.
- Personagem central complexo: Dinklage provavelmente não será apenas um vilão de suporte; a expectativa é que ele encarne um antagonista com motivações profundas, algo que ele faz tão bem quanto em Game of Thrones.
- Visuais estilizados: A parceria com AGBO indica que o filme terá um visual “cinematográfico” forte, com cores saturadas e edição rápida, similar ao que vimos em John Rambo.
- Possível expansão de universo: Se o filme fizer sucesso, a Lionsgate pode abrir caminho para spin‑offs, estabelecendo um novo “universo de ação” que combine elementos de ambos os mundos.
Entretanto, há riscos: a pressão para superar The Furious pode levar a exageros, e a ausência de um protagonista já conhecido (como Keanu Reeves) pode dificultar a conexão imediata com o público.
Onde isso pode dar
Se The Reckoner cumprir as promessas, poderemos testemunhar o surgimento de uma nova referência de ação, onde a coreografia de combate e a criatividade visual caminham lado a lado. Isso poderia inspirar outros estúdios a investir em diretores que não têm medo de quebrar padrões, ampliando o leque de opções para o público que já está cansado de fórmulas repetitivas.
Por outro lado, se o filme falhar em encontrar seu próprio ritmo, a lição será clara: nem sempre a soma de talentos reconhecidos garante um resultado maior que a soma das partes. O mercado, então, pode se tornar mais cauteloso ao aprovar projetos que tentam “mesclar” franquias sem uma visão coesa.
Em resumo, The Reckoner tem tudo para ser o próximo grande marco da ação contemporânea — ou um experimento que servirá de alerta. Enquanto a data de estreia não chega, o burburinho já demonstra que a expectativa está no nível máximo, e isso, por si só, já eleva o filme a um ponto de atenção para fãs, críticos e investidores.


