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The Running Man: filme flopou após cortes de marketing

· · 5 min de leitura
Imagem de The Running Man — The Running Man: filme flopou após cortes de marketing
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O filme The Running Man (2025) arrecadou apenas US$ 69,5 milhões, muito abaixo do orçamento de US$ 110 milhões, e o ator Glen Powell atribui o resultado ao corte de toda a equipe de marketing da Paramount um mês antes da estreia.

O que aconteceu

Distribuído pela Paramount Pictures, The Running Man estreou nos cinemas em 14 de novembro de 2025. Baseado no romance de Stephen King de 1982 e dirigido por Edgar Wright, o longa reuniu um elenco liderado por Glen Powell, que havia ganhado visibilidade em Top Gun: Maverick e Twisters. Apesar da combinação de IP reconhecida, diretor premiado e estrela em ascensão, o filme não conseguiu atrair o público esperado.

Os números oficiais mostram um faturamento total de US$ 69,5 milhões, contra um custo de produção de US$ 110 milhões. Mesmo considerando receitas auxiliares (streaming, TV), a margem ficou insuficiente para cobrir os custos de distribuição e marketing, que normalmente exigem que o filme duplique o orçamento para ser considerado lucrativo.

Além das cifras, a recepção crítica foi morna: 63 % de aprovação no Rotten Tomatoes, indicando que a maioria dos críticos considerou o filme apenas medianamente satisfatório. O público também demonstrou pouco entusiasmo nas redes, refletindo um word‑of‑mouth fraco nos primeiros dias de exibição.

Como chegamos aqui

Do ponto de vista corporativo, a Paramount passou por um período de reestruturação intenso em outubro de 2025. Conforme reportado pelo The New York Times, a empresa demitiu mais de 2 000 funcionários após a fusão com a Skydance, que já havia integrado a Warner Bros. em um acordo ainda mais amplo. Entre os setores afetados estavam produção, marketing, música e outras áreas de apoio.

Em entrevista à Esquire, Powell declarou que “eles dispensaram todo o departamento de marketing um mês antes do nosso filme, no meio de uma fusão”. Essa afirmação sugere que o filme chegou ao público sem a campanha promocional típica de um blockbuster de alto orçamento, reduzindo significativamente a visibilidade nas mídias tradicionais e digitais.

Entretanto, especialistas apontam que o problema não se resume ao marketing. Abaixo, listamos os principais fatores que, combinados, contribuíram para o desempenho abaixo do esperado:

  • IP envelhecido: embora The Running Man seja reconhecido, a história tem quase 40 anos e pode não ressoar com o público jovem.
  • Estrela em ascensão, mas ainda limitada: Glen Powell ainda consolidava sua presença como protagonista de ação, o que pode ter reduzido a atração automática.
  • Concorrência no calendário: o fim de novembro costuma ser movimentado, com lançamentos de franquias estabelecidas que competem por atenção.
  • Recepção crítica: 63 % no Rotten Tomatoes não gera o impulso necessário para atrair espectadores indecisos.
  • Estrutura de custos: um orçamento de US$ 110 milhões exige um retorno muito superior ao ponto de equilíbrio tradicional.

O diretor Edgar Wright minimizou a importância dos números de bilheteria em entrevista à Female First, comparando a situação ao “resultado de um jogo de futebol” e enfatizando que o filme possui vida própria além da estreia, como vendas de mídia doméstica e licenciamento.

O roteirista da versão de 1987, Steven E. de Souza, comentou ao The Hollywood Reporter que, embora o roteiro de Wright fosse “bem estruturado”, a execução final não traduziu a energia esperada, especialmente no desfecho, que recebeu críticas negativas mesmo de quem gostou do restante da obra.

O que vem depois

Com a performance de The Running Man ainda em análise, a Paramount deverá reavaliar suas estratégias de lançamento para projetos de grande orçamento. A empresa já anunciou planos de reforçar a equipe de marketing em 2026, buscando evitar novos cortes que possam comprometer o desempenho de futuros lançamentos.

Para o elenco, a situação pode ter impactos variados. Glen Powell, apesar da decepção comercial, mantém um portfólio sólido e deve continuar a receber ofertas de papéis de destaque, especialmente em produções que contemplem um apoio promocional robusto.

Do ponto de vista do público, o filme ainda está disponível em plataformas de streaming após o ciclo de exibição nos cinemas, o que pode gerar receitas adicionais e permitir que a obra encontre um nicho de fãs que apreciam adaptações de Stephen King.

Em síntese, The Running Man ilustra como fatores internos – como demissões em massa – podem se combinar com variáveis externas (IP, concorrência, crítica) para gerar um resultado financeiro abaixo do esperado, mesmo quando os elementos de produção parecem alinhados para o sucesso.

Para ficar no radar

Os próximos meses devem trazer mais informações sobre a estratégia da Paramount pós‑fusão. Observadores da indústria recomendam acompanhar:

  1. Reestruturações de departamentos de marketing nas grandes studios.
  2. Lançamentos de adaptações de IPs clássicos em 2026, avaliando se recebem campanhas mais robustas.
  3. Desempenho de filmes de ação com orçamentos acima de US$ 100 milhões em um cenário de streaming crescente.

Esses indicadores ajudarão a entender se o caso de The Running Man será uma exceção ou um prenúncio de mudanças mais amplas no modelo de distribuição cinematográfica.

Perguntas frequentes

Qual foi o faturamento de The Running Man (2025) nos cinemas? ▾
O filme arrecadou cerca de US$ 69,5 milhões, bem abaixo do orçamento de US$ 110 milhões.
Por que Glen Powell culpou a Paramount pelos resultados da bilheteria? ▾
Ele afirmou que a Paramount demitiu todo o departamento de marketing um mês antes da estreia, reduzindo a divulgação do filme.
Qual foi a nota do filme no Rotten Tomatoes? ▾
The Running Man recebeu 63 % de aprovação no Rotten Tomatoes.
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