Em 2009, o remake de The Taking of Pelham 123 marcou a única vez que Denzel Washington e John Travolta dividiram a tela, um encontro que ainda gera curiosidade entre fãs de cinema de ação.
O filme, dirigido por Tony Scott, tentou atualizar o clássico de 1974 com ritmo mais acelerado e referências ao cenário financeiro pós‑crise, mas recebeu críticas medianas e acabou sendo esquecido nas listas de sucessos da década.
Original 1974 vs. Remake 2009
| Aspecto | 1974 – Direção de Joseph Sargent | 2009 – Direção de Tony Scott |
|---|---|---|
| Tom de narrativa | Mistura de suspense e humor negro, com destaque para o sarcasmo de Jerry Stiller. | Mais dramático e carregado de ação, com foco na tensão urbana contemporânea. |
| Protagonista principal | Walter Matthau como o tenente da MTA. | Denzel Washington como o despachante de trem, agora desonrado. |
| Vilão | Robert Shaw como o líder dos sequestradores. | John Travolta como um corretor de ações que aproveita o caos para lucrar. |
| Estilo visual | Filmagem estática, cores mais sóbrias, ritmo mais pausado. | câmera em movimento constante, cortes rápidos, estética inspirada em videoclipes dos anos 2000. |
| Recepção crítica | Apontado como um thriller inteligente, embora com pitadas de comédia. | Criticado por excesso de ação e falta de profundidade nos personagens. |
O que a versão para TV de 1998 oferece?
A adaptação feita para a televisão em 1998, estrelada por Edward James Olmos e Vincent D'Onofrio, costuma ficar à margem das discussões, mas traz alguns pontos de interesse:
- Orçamento limitado, o que gera uma abordagem mais intimista.
- Foco maior no drama psicológico dos passageiros.
- Ausência de efeitos especiais exagerados, favorecendo diálogos.
Embora não alcance a notoriedade dos dois filmes de cinema, a versão de 1998 pode agradar quem busca uma história mais contida e menos dependente de explosões.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Depois de analisar as três versões, fica claro que cada uma tem seu público-alvo.
- Puristas do suspense clássico: o original de 1974 ainda entrega a combinação perfeita de humor ácido e tensão controlada. Se você valoriza diálogos afiados e um ritmo mais deliberado, esse é o seu filme.
- Fãs de ação moderna e de estrelas de Hollywood: o remake de 2009 agrada quem quer ver Denzel Washington e John Travolta juntos, ainda que o roteiro sacrifique nuances em favor de explosões e cortes frenéticos.
- Espectadores que preferem drama contido: a produção televisiva de 1998 oferece uma experiência mais focada nos personagens, ideal para quem gosta de analisar psicologias em situações de crise.
Em resumo, se a sua prioridade é a química entre Washington e Travolta, o remake de 2009 é o único caminho. Mas se a qualidade narrativa for o critério principal, o clássico de 1974 ainda mantém a coroa.
Onde isso pode dar
O fato de Denzel Washington e John Travolta nunca terem se cruzado em outro projeto cria um nicho de curiosidade que pode ser explorado em retrospectivas de carreira, podcasts de cinema e até mesmo em coleções de memorabilia. A tendência de remakes nos últimos anos indica que, apesar das críticas, a indústria ainda vê valor em revisitar histórias como The Taking of Pelham 123, especialmente quando há um gancho de elenco tão inusitado.
Se o público continuar a buscar por encontros de grandes nomes, talvez vejamos mais “crossover” de atores lendários em futuros projetos, ainda que o resultado nem sempre seja artisticamente sólido.
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Para quem ainda não assistiu ao remake, vale dar uma chance ao menos para observar a dinâmica entre Washington e Travolta – mesmo que a história tenha suas falhas.


