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Thunder 3 Episódio 7: Por que a animação falha tão miseravelmente?

· · 4 min de leitura
Jovem faz agachamento no sofá, segurando controle da Netflix, com garrafa d'água, barra de cereal e halteres ao lado
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O episódio 7 de Thunder 3 chega às telas do Netflix com animação que deixa a desejar e um ritmo que arrasta a trama, gerando frustração nos fãs que esperavam mais da adaptação.

O que aconteceu

Na sequência, a história tenta introduzir um novo elemento — um spray nasal alienígena que concede a um dos personagens a capacidade de teletransportar objetos sólidos para dentro dos inimigos. A ideia, em teoria, poderia ser um ponto de virada empolgante, mas a execução falha em vários níveis. As cenas de batalha são estáticas, com a câmera quase nunca se movendo, e a iluminação faz com que os modelos pareçam recortados do fundo, como se fossem colados em vez de integrados ao ambiente.

Os personagens centrais, como Segami e sua companheira de combate, permanecem inexpressivos. Até mesmo o momento em que Segami desfere um soco energizado parece mais um efeito de corte de cena de um console antigo do que um espetáculo visual. O vilão alienígena, que deveria ser ameaçador, tem expressões rígidas que não transmitem emoção alguma.

Além da estética, o ritmo do episódio é moroso. Grande parte do tempo é gasto em diálogos que pouco avançam a trama, enquanto as poucas sequências de ação são pouco coreografadas e não apresentam dinamismo. O último ato, que deveria ser o clímax da narrativa, poderia ter sido condensado em poucos minutos sem perda de conteúdo.

Como chegamos aqui

A origem da decepção remonta ao mangá original, que conquistou leitores com um conceito ousado e sequências intensas. Quando a série foi adaptada para animação, a escolha por CGI foi anunciada como forma de potencializar cenas de ação complexas, algo que já havia sido prometido em outros projetos como EX-ARM e Übel Blatt. No entanto, a realidade mostrou que a tecnologia sozinha não garante qualidade; a direção de arte, o design de personagens e a fluidez da animação são igualmente cruciais.

Os episódios anteriores já apresentavam indícios de problemas: iluminação inconsistente, rigs de personagens que pareciam “cortados e colados” ao cenário e falta de variação nas expressões faciais. O episódio 7, porém, consolida esses defeitos em um ponto crítico, ao ponto de alguns críticos compararem a série ao pior CGI já visto em anime.

Outro fator importante é a expectativa dos fãs brasileiros. A comunidade tem acompanhado o mangá desde seu lançamento e, ao ver a promessa de uma adaptação “high‑tech”, esperava um salto de qualidade. O resultado, entretanto, parece mais um retrocesso, gerando um sentimento de traição que se reflete nos comentários nas redes sociais.

O que vem depois

Com o final da temporada ainda longe, a pergunta que paira é se a produção conseguirá corrigir os erros antes do próximo episódio. A única pista de possível melhoria vem de um comentário interno da série, onde um personagem observa que a qualidade dos visuais está “pior que um corte de PS2”. Esse meta‑comentário pode indicar que os criadores têm consciência da situação, mas ainda não há sinal de um plano de ação concreto.

Para o público que acompanha via Netflix, a escolha é entre continuar assistindo na esperança de uma virada ou abandonar a série antes que o desgaste se torne ainda maior. Enquanto isso, a comunidade online continua a debater se vale a pena esperar por um eventual ajuste de produção ou se o melhor caminho é procurar o mangá e deixar a animação no limbo.

O que falta saber

Os próximos episódios ainda não têm data de lançamento confirmada, e a produção não divulgou nenhum plano de revisão visual. O que os fãs podem observar nos próximos lançamentos inclui:

  • Se a equipe aumentará o dinamismo da câmera e introduzirá ângulos mais variados.
  • Melhoria na iluminação dos personagens, evitando o efeito de recorte.
  • Desenvolvimento de expressões faciais que reflitam emoções reais.
  • Ritmo narrativo mais ágil, com menos diálogos desnecessários.
  • Possível mudança de equipe de animação ou outsourcing para estúdios com histórico de CGI de qualidade.

Até que haja uma resposta clara da produção, a única certeza é que o episódio 7 reforçou a divisão entre quem ainda tem esperança e quem já desistiu da série. O futuro de Thunder 3 dependerá de ajustes técnicos e de uma narrativa que consiga recuperar a energia que o mangá original entregou tão bem.

Perguntas frequentes

Thunder 3 episódio 7 está disponível no Netflix no Brasil?
Sim, a série completa, incluindo o episódio 7, pode ser assistida na plataforma Netflix para usuários brasileiros.
Por que a animação de Thunder 3 é tão criticada?
A crítica se concentra na qualidade do CGI, iluminação deficiente, falta de dinamismo nas câmeras e expressões faciais rígidas, que deixam a produção parecendo recortada e sem vida.
O que os fãs esperam dos próximos episódios?
Os fãs aguardam melhorias na fluidez da animação, maior variedade de ângulos de câmera, ritmo mais acelerado e personagens com emoções mais convincentes.
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