Tom Cruise não só interpretou Cole Trickle em Days of Thunder, como também recebeu crédito de co‑autor da história, algo raro em sua filmografia.
O que aconteceu
O filme de 1990, dirigido por Tony Scott, chegou às telas com Cruise como o jovem piloto de nascar que busca a glória. Apesar das críticas negativas na época e de um desempenho de bilheteria aquém das expectativas — arrecadando cerca de US$ 158 milhões contra um orçamento de US$ 60 milhões — a obra encontrou um público fiel ao longo dos anos, graças à exibição constante na TV a cabo e ao streaming.
O ponto mais curioso, porém, é que Cruise teve um papel além da atuação: ele foi creditado como co‑escritor da história. Essa participação surgiu de sua própria paixão por automobilismo, despertada após um encontro com Paul Newman — co‑estrela de The Color of Money — durante um evento da Hendrick Motorsports. O entusiasmo de Cruise foi suficiente para transformar a ideia em um projeto de hollywood.
Como chegamos aqui
A trajetória que levou Cruise a assumir a co‑escrita começou muito antes das câmeras. Depois de consolidar sua fama com Top Gun, ele passou a exercer maior controle criativo nos filmes nos quais atuava. Embora tenha cedido o comando em projetos como Eyes Wide Shut (Stanley Kubrick) e nas colaborações com Steven Spielberg, Cruise costuma ser a força motriz nas fases iniciais de produção.
Em Days of Thunder, ele inicialmente trabalhou ao lado de Warren Skaaren, roteirista conhecido por revisões em Top Gun. Skaaren dedicou dois anos ao desenvolvimento, produzindo dez rascunhos que, ao final, foram descartados quando Cruise trouxe o renomado roteirista Robert Towne, autor de Chinatown, para reescrever o material. Embora Towne tenha começado do zero, a espinha dorsal da trama — a jornada de um piloto impulsivo que aprende a equilibrar velocidade e responsabilidade — permaneceu a visão original de Cruise.
Esse processo de múltiplas versões atrasou o início das filmagens, mas acabou resultando em um roteiro que refletia a obsessão de Cruise por corridas. O filme estreou em 27 de junho de 1990, recebendo críticas predominantemente negativas. Ainda assim, a química entre Cruise e Robert Duvall (que interpreta o veterano Harry Hogge) e as sequências de ação nas pistas de corrida deixaram uma marca duradoura.
- Inspiração: encontro com Paul Newman e visita ao Hendrick Motorsports.
- Primeiro roteirista: Warren Skaaren, que escreveu dez rascunhos.
- Reescrita definitiva: Robert Towne, a pedido de Cruise.
- Lançamento: 27 de junho de 1990.
- Bilheteria: US$ 158 milhões (orçamento de US$ 60 milhões).
Com o tempo, o filme ganhou status de cult, sendo lembrado pelos fãs como um dos trabalhos subestimados de Cruise. A presença constante em canais de TV ajudou a criar uma base de admiradores que hoje reivindicam uma sequência.
O que vem depois
Em 2 de junho de 2028 está prevista a estreia de Days of Thunder 2. Ainda não se sabe se Cruise retomará o crédito de co‑escrita, mas a expectativa é alta, sobretudo entre os fãs que valorizam sua visão original para o primeiro filme. Caso ele participe novamente da escrita, isso poderia reforçar a identidade da franquia e atrair tanto nostálgicos quanto novos espectadores.
Para o público brasileiro, a sequência traz duas questões principais:
- Relevância cultural: O primeiro filme, embora americano, tem apelo universal por sua temática de velocidade e superação, temas que ressoam bem com a comunidade de fãs de automobilismo no Brasil.
- Impacto na carreira de Cruise: Uma participação criativa adicional poderia mudar a percepção de Cruise como apenas ator de ação, reforçando seu papel de “autor” dentro de projetos de grande orçamento.
Além disso, a continuação pode abrir espaço para novas parcerias entre Hollywood e produtoras brasileiras interessadas em co‑produzir cenas de corrida em pistas locais, algo que ainda não foi explorado.
Para ficar no radar
Os fãs que acompanham a carreira de Tom Cruise devem ficar atentos a anúncios oficiais sobre o envolvimento dele na produção de Days of Thunder 2. Caso o ator confirme a co‑escrita, isso pode gerar um novo ciclo de discussões sobre a influência de estrelas no processo criativo de grandes estúdios.
Enquanto isso, vale revisitar o original, observar as nuances que surgem quando se conhece o papel de Cruise nos bastidores e, claro, comparar as duas versões quando a sequência chegar aos cinemas.


