Em 2015, Tom Holland fez teste para um thriller policial que acabou com 0% de aprovação no Rotten tomatoes — e ele ficou furioso por não conseguir o papel. O filme era "November Criminals", dirigido por Sascha Gervasi (de "Anvil! The Story of Anvil" e "Hitchcock"), baseado no romance de Sam Munson. O papel principal ficou com Ansel Elgort, então em alta após "A Culpa é das Estrelas" e a franquia "Divergente". Holland, que ainda não era o Homem-Aranha do MCU, via o projeto como sua porta de entrada para papéis adultos. O resultado? O longa foi engavetado, lançado direto em streaming com estreia tímida nos cinemas e massacrado pela crítica. Glenn Kenny, do RogerEbert.com, deu uma estrela e meia de quatro, chamando os personagens de "unidimensionais" e Elgort de "perdido".
O que aconteceu nos bastidores de November Criminals?
O longa acompanha Addison Schacht (Elgort), adolescente que investiga o assassinato do melhor amigo Kevin (Jared Kemp) dias antes de ir para a faculdade. A melhor amiga e interesse romântico, Phoebe "Digger" (Chloë Grace Moretz), ajuda na investigação que expõe traficantes, estudantes ricos e segredos do bairro. Catherine Keener e David Strathairn fazem os pais dos jovens. No papel, parecia um thriller juvenil com elenco de peso. Na tela, virou sinônimo de desperdício: apenas 12 críticas no Rotten Tomatoes, todas negativas. O diretor Gervasi tinha credenciais — seu documentário sobre a banda Anvil é cultuado —, mas o roteiro não sustentou a premissa.
Holland contou à Backstage Magazine em 2021 que chegou "muito perto" do papel. "Achei que aquele filme seria minha rampa para uma carreira jovem-adulta", disse. A rejeição doeu tanto que seu pai, Dominic Holland — comediante, escritor e autor de "Eclipsed", autobiografia sobre a fama do filho —, precisou intervir com uma conversa que o ator guarda até hoje.
Tom Holland: o caminho do Homem-Aranha que conhecemos
Se Holland tivesse entrado em "November Criminals", a história seria outra. Meses depois, ele vestiu o uniforme do Cabeça de Teia em "Capitão América: Guerra Civil" (2016) e nunca mais parou. Em 2026, estrelou dois dos maiores bilheterias do ano, incluindo "Homem-Aranha: Um Novo Dia" — um dos maiores sucessos de todos os tempos. A rejeição virou anedota de bastidor, não marco zero. A lição do pai fez sentido: "Se você vencesse sempre, vencer viraria perder. É como fazer 4 abaixo do par no golfe todo dia — ficaria entediante. Você precisa perder para a vitória valer a pena."
- Estreia no MCU: 2016, "Guerra Civil"
- Filmes solo do Aranha: 3 (2017, 2019, 2021) + quarto a caminho
- Outros destaques: "O Impossível" (2012), "Cherry" (2021), "Uncharted" (2022)
- Bilheteria global combinada: dezenas de bilhões de dólares
Ansel Elgort: o protagonista do filme que ninguém viu
Elgort, por sua vez, levou "November Criminals" nas costas — e o fracasso foi apenas o começo de uma fase turbulenta. Após "West Side Story" (2021), de Steven Spielberg, acusações de agressão sexual (que ele nega) o tiraram dos holofotes. Em 2026, está longe das grandes produções. O thriller de Gervasi não alavancou nada; virou nota de rodapé na filmografia de um ator que já foi "próximo grande nome" de Hollywood.
E se Holland tivesse conseguido o papel? O cenário alternativo
Especular é tentador, mas os fatos ajudam: Holland tinha 19 anos em 2015, mesma idade de Elgort nas filmagens. O tom do filme — sóbrio, investigativo, sem espaço para o carisma físico que Holland explora bem — talvez não servisse a ele. O próprio Elgort, com timing cômico e leveza naturais, pareceu "no mar" segundo a crítica. Holland, mais contido e intenso, poderia ter trazido outra energia? Possível. Mas o roteiro e a direção eram os mesmos. O 0% no Rotten Tomatoes sugere problemas estruturais que nenhum ator resolveria sozinho.
Além disso, a agenda de Holland explodiu com o MCU. Se estivesse preso a um longa de lançamento incerto (o filme ficou anos na prateleira), talvez perdesse o teste para Peter Parker. A rejeição, dolorida na hora, abriu a porta para o papel que definiu sua geração.
Vereditos: o melhor pra cada perfil
Para quem acompanha carreiras de atores: O caso é aula de como "não conseguir" pode ser melhor que "conseguir o errado". Holland transformou a dor em combustível; Elgort levou o papel e o ônus de um fracasso coletivo.
Para fãs de bastidores: A conversa com Dominic Holland vale mais que o filme. A metáfora do golfe — "4 abaixo do par todo dia vira tédio" — resume a relação saudável com o não que poucas entrevistas mostram.
Para curiosos de cinema esquecido: "November Criminals" existe, está disponível em plataformas digitais e serve de estudo de caso: elenco estelar, diretor competente, fonte literária, resultado nulo. Às vezes a alquimia falha.
Para quem só quer saber do Aranha: Fique tranquilo. Holland não só superou como usou a lição. O próximo filme da franquia já tem data e expectativa nas alturas. A rejeição de 2015 virou história para contar em talk show — e olha que ele nem gosta de golfe.
Perguntas que todo mundo faz
Tom Holland chegou a filmar alguma cena de November Criminals?
Não. Ele fez audições avançadas, chegou perto, mas o papel foi dado a Ansel Elgort. Holland nunca pisou no set.
Por que November Criminals tem 0% no Rotten Tomatoes?
Apenas 12 críticos avaliaram, todos negativamente. As críticas citam roteiro fraco, personagens unidimensionais e atuações desperdiçadas — inclusive de veteranos como Catherine Keener e David Strathairn.
Qual foi o conselho exato do pai de Tom Holland?
Dominic Holland disse: "Filho, isso faz parte do sucesso. Se você vencesse sempre, vencer viraria perder. É como fazer 4 abaixo do par no golfe todo dia — ficaria entediante. Você precisa perder para a vitória valer a pena."


