O final original de Toy Story 5 incluía um reencontro entre Jessie e Emily, agora avó, mas a Pixar optou por outra conclusão para o filme.
O que aconteceu
Durante a fase de roteiro, Kenna Harris — co‑escritora e diretora do quinto capítulo da franquia — descreveu uma cena em que Emily, a menina que originalmente deu vida a Jessie, reaparece como avó. Na sequência climática, Emily apresentaria a boneca Jessie ao seu neto, criando um momento de nostalgia e fechamento emocional para a cowgirl.
Essa proposta surgiu após a sequência em que Jessie, como xerife dos brinquedos de bonnie, volta ao lar onde foi criada. Lá, ela se depara com blaze, a nova criança que vive na casa original de Emily, e revive memórias de sua primeira amiga humana. A ideia de fechar o arco com a avó de Emily reforçaria a mensagem de que os brinquedos permanecem relevantes ao longo de gerações.
Como chegamos aqui
Vários fatores influenciaram a decisão de mudar o final:
- Ritmo narrativo: A equipe de edição considerou que a inclusão de uma nova geração de personagens poderia diluir o foco central da trama, que já apresentava um vilão tecnológico e uma jornada de autodescoberta para Woody.
- Equilíbrio emocional: Embora o reencontro fosse comovente, os testes de audiência mostraram que a cena gerava uma carga dramática excessiva, potencialmente ofuscando o tom de esperança que a Pixar buscava manter.
- Coerência temática: O filme explora a ideia de brinquedos “perdidos” encontrando novos lares. Manter Jessie como guardiã de Bonnie, sem um retorno direto a Emily, reforça a ideia de que laços são construídos, não apenas retomados.
Além disso, a própria Pixar tem um histórico de revisões de roteiro que priorizam a clareza da mensagem. Em Toy Story 4, por exemplo, a saída de Woody foi ajustada para garantir que o público compreendesse sua evolução. Da mesma forma, o final alternativo de Jessie foi substituído por uma conclusão mais concisa, onde ela aceita seu papel de líder sem depender de um reencontro sentimental.
O que vem depois
Com a versão lançada, Toy Story 5 recebeu aclamação crítica — 93% no Rotten Tomatoes e 95% no Metacritic — e foi elogiado por equilibrar humor, ação e momentos emotivos. A decisão de descartar o final de Emily como avó não deve ser vista como perda, mas como escolha estratégica para manter o filme focado nos temas centrais de amizade e adaptação.
Para os fãs que ainda desejam ver a cena original, a Pixar costuma disponibilizar material extra em edições de colecionador e nos bastidores digitais. É provável que, em futuras compilações ou em um eventual “making of” da franquia, a sequência seja revelada.
Enquanto isso, a indústria continua atenta às reações dos espectadores. A discussão sobre o final alternativo reforça o papel dos fãs na construção da narrativa e demonstra como decisões de roteiro podem impactar a percepção pública de um filme.
Para ficar no radar
Os próximos passos da Pixar ainda não foram oficialmente anunciados, mas a empresa já sinalizou interesse em expandir o universo de Toy Story com spin‑offs e projetos de curta‑metragem. Caso a história de Jessie e Emily seja revisitada, ela poderia aparecer em um curta focado em nostalgia ou em um conteúdo exclusivo para plataformas de streaming.
Fique atento às divulgações da Pixar nas próximas semanas, especialmente durante a comic‑con de San Diego, onde a empresa costuma revelar planos de futuro para suas franquias mais queridas.


