Recentes análises apontam que a Disney está esticando demais algumas das suas franquias mais lucrativas, enquanto outras ainda têm espaço para crescer. Entre as séries que deveriam ser encerradas estão Toy Story, frozen e piratas do caribe; já Percy Jackson e x‑men ’97 merecem mais atenção.
Por que a Disney deveria encerrar a franquia toy story?
Desde 1995, Toy Story tem sido um marco da animação, mas o quinto filme chegou em 2023, já oito anos após o quarto. Cada sequência tenta reinventar a história dos brinquedos, mas o arco narrativo principal – a despedida de Andy – já foi concluído em Toy Story 3. A continuação em Toy Story 4 acabou afastando Woody do grupo, e o último capítulo ainda se apoia mais em tecnologia do que em conflitos emocionais originais. A repetição de temas indica que a franquia está mais focada em nostalgia e lucro do que em inovação.
Qual o risco de continuar produzindo filmes de Frozen?
Frozen quebrou recordes ao estrear em 2013 e gerou um universo de curtas, especiais e produtos. O segundo filme, Frozen II, já explorou a origem dos poderes de Elsa. Agora, Frozen III está programado para 2024, mas a história já foi esgotada: a relação entre as irmãs já foi testada em múltiplas situações, e o mundo de Arendelle já recebeu praticamente tudo que a narrativa poderia oferecer. Continuar a empilhar sequências pode transformar um clássico em mera máquina de dinheiro, dificultando a criação de um novo fenômeno Disney.
Por que os novos filmes de Piratas do Caribe não trazem mais nada?
A saga começou em 2003 com um tom de aventura leve, mas a fórmula mudou após a terceira entrega, quando o foco virou maldições e criaturas sobrenaturais. Desde então, as bilheterias caíram e a última produção, Dead Men Tell No Tales (2017), não conseguiu recuperar o entusiasmo do público. Sem johnny depp, a identidade da série se desfaz, e novos roteiros parecem apenas reciclar elementos já usados. A Disney ainda não anunciou um próximo título, mas a falta de novidades sugere que a franquia chegou ao fim.
O que faz percy jackson & The Olympians ainda promissor?
Baseado nos livros de Rick Riordan, Percy Jackson traz mitologia grega para o mundo contemporâneo. A série da Disney+ já conta com duas temporadas bem recebidas, e a terceira promete aprofundar a guerra contra Kronos. Diferente das franquias acima, Percy ainda tem um universo em expansão, com personagens e deuses que podem gerar novas histórias sem precisar de longas sequências cinematográficas. O envolvimento direto do autor garante fidelidade ao material original, algo que ainda falta em muitas adaptações da Disney.
Por que X‑Men ’97 merece mais investimento?
O revival animado X‑Men ’97 retoma a série clássica dos anos 90, trazendo personagens icônicos como Ciclope, Jean Grey e Wolverine. A série já se destaca ao explorar conflitos modernos, como preconceito e identidade, enquanto mantém a ação que os fãs adoram. Como a marvel está preparando a chegada dos X‑Men ao MCU, a série pode servir como laboratório para testar ideias, personagens secundários e arcos narrativos que seriam difíceis de inserir nos filmes. Isso a torna um ativo estratégico que a Disney ainda não está aproveitando ao máximo.
Quais franquias a Disney deve abandonar agora?
- Toy Story – já resolveu seu conflito principal e está se tornando uma máquina de nostalgia.
- Frozen – a história das irmãs já foi contada em detalhes; novas sequências correm risco de cansar o público.
- Piratas do Caribe – sem Johnny Depp, a fórmula perdeu força e as últimas entregas foram mal recebidas.
O que falta saber
Para a Disney, a decisão de encerrar ou revitalizar uma franquia envolve mais que números de bilheteria: trata‑se de equilibrar risco criativo e retorno financeiro. Enquanto Toy Story, Frozen e Piratas do Caribe parecem estar no limite da rentabilidade, Percy Jackson e X‑Men ’97 ainda têm espaço para crescer, tanto em conteúdo quanto em público. O próximo passo da empresa será escolher onde investir recursos de produção, marketing e talentos.
Se a Disney quiser continuar sendo referência em entretenimento, precisará reconhecer quando é hora de dizer adeus e quando ainda há histórias a contar. Só assim conseguirá manter a confiança dos fãs e abrir caminho para novas ideias que possam definir a próxima geração de sucessos.


