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TrimUI Brick Pro mantem mesmo chipset do modelo anterior

· · 3 min de leitura
Cena do jogo Time Extension
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O trimui brick pro troca o formato ultracompacto do original por um chassi maior e dois analógicos, mas mantém o mesmo SoC Allwinner A133 Plus — o que significa desempenho idêntico para emulação de quinta e sexta geração.

O que aconteceu

A TrimUI lançou o Brick Pro, revisão do portátil de emulação em formato game boy que estreou em 2024. A principal mudança física é o aumento das dimensões, que permitiu a inclusão de dois sticks analógicos — ausentes no modelo base. A promessa implícita do sufixo "Pro" seria mais potência, mas a ficha técnica revela o mesmo processador Allwinner A133 Plus do antecessor.

Na prática, o hardware continua capaz de rodar bem sistemas 8 e 16 bits, além de playstation 1 e PSP. Já nintendo 64 e dreamcast seguem com desempenho limitado, já que a GPU não recebeu upgrade. O review original do Brick, publicado pelo Time Extension em 2024, já apontava que a falta de analógicos tornava a emulação desses consoles "ligeiramente (mas não totalmente) inútil"; o Pro resolve a entrada, mas não o gargalo de processamento.

Como chegamos aqui

O primeiro TrimUI Brick surpreendeu pelo custo-benefício: construção sólida, tela de boa qualidade e preço acessível. Seu formato minúsculo, porém, incomodava mãos maiores e impedia a inclusão de controles analógicos — padrão em portáteis rivais como os da Anbernic e da Retroid. A TrimUI optou por manter a plataforma Allwinner A133 Plus, provavelmente para conter custos e preservar a margem de preço que tornou o original atrativo.

Essa estratégia reflete um dilema comum no segmento de handhelds baratos: subir o SoC para algo como um rockchip rk3566 ou unisoc t618 elevaria o preço final e o consumo de bateria, tirando o produto da faixa de entrada. O resultado é um "Pro" que melhora ergonomia e versatilidade de controles, mas não a performance bruta.

O que vem depois

  • Emulação de 8/16 bits, PS1 e PSP segue fluida, como no modelo anterior.
  • Nintendo 64 e Dreamcast continuam com compatibilidade irregular — alguns títulos rodam, outros travam.
  • Dual analógico melhora experiência em jogos de PS1 e PSP que exigem câmera livre.
  • Bateria e dissipação podem se beneficiar do chassi maior, mas não há dados oficiais confirmados.

Para quem já tem o Brick original, o upgrade só faz sentido se a ergonomia e os analógicos forem prioridade. Quem busca emular N64 e Dreamcast com consistência precisa olhar para faixas de preço acima, com SoCs mais recentes.

Vale a pena?

O TrimUI Brick Pro acerta ao corrigir a maior falha do original — a ausência de sticks analógicos — e oferece pegada mais confortável. O preço competitivo deve se manter como maior trunfo. Porém, o sufixo "Pro" cria expectativa de salto de geração que não existe; o Allwinner A133 Plus já mostrava seus limites em 2024 e continua os mesmos agora. Se seu foco é retro até PSP, é opção sólida. Para quinta e sexta geração, o hardware continua aquém.

Perguntas frequentes

O TrimUI Brick Pro tem processador mais forte que o Brick original?
Não. Ambos usam o mesmo SoC Allwinner A133 Plus, então o desempenho em emulação é idêntico.
O dual analógico do Brick Pro melhora a emulação de Nintendo 64 e Dreamcast?
Melhora a jogabilidade por ter os controles certos, mas o processador continua limitando a performance — muitos jogos ainda rodam mal ou travam.
Qual a principal diferença física entre o Brick e o Brick Pro?
O Brick Pro tem chassi maior, o que permitiu adicionar dois sticks analógicos e melhora a ergonomia para mãos maiores.
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