TL;DR: Turok: Origins chega como um reboot que mistura a frenética ação de Doom com dinossauros e alienígenas, oferecendo campanha solo e cooperação de até três jogadores.
O que aconteceu
Depois de mais de uma década sem novidades, a franquia Turok — originalmente baseada em quadrinhos de ficção científica — recebeu um reboot completo desenvolvido e publicado pela Saber Interactive. O título, apresentado oficialmente no Summer Game Fest de 2026, promete reviver a essência dos primeiros jogos (especialmente o clássico de 1997) ao mesmo tempo que incorpora mecânicas modernas, como troca entre visão em primeira e terceira pessoa, escaneamento de inimigos e um sistema de classes cooperativas.
Disponível nas plataformas PC, xbox series x|s e nintendo switch (versão 2), o demo jogado durante o evento permitiu que os participantes experimentassem missões de 15‑20 minutos, enfrentando desde dinossauros gigantes até criaturas alienígenas. O jogo ainda oferece três classes — Bison (tanque), Cougar (poder) e Raven (alcance) — que podem ser trocadas a qualquer momento, permitindo ao grupo adaptar estratégias em tempo real.
Como chegamos aqui
A história de Turok é marcada por altos e baixos. O primeiro título, lançado em 1997 para o Nintendo 64, foi aclamado por sua atmosfera densa e combate contra dinossauros. Sequências posteriores, como Turok 2: Seeds of Evil e Turok: Evolution, mantiveram o espírito, mas a série acabou estagnando após o reboot de 2008, que recebeu críticas mistas e acabou sendo abandonado.
Nos últimos anos, a nostalgia dos jogos dos anos 90 tem impulsionado revivals (ex.: Crash Bandicoot e Spyro). A Saber Interactive, conhecida por reviver títulos como World War Z e Metro Exodus, viu uma oportunidade de resgatar Turok, capitalizando tanto a fama dos dinossauros pós‑Jurassic Park quanto a popularidade de shooters rápidos ao estilo Doom.
O desenvolvimento focou em três pilares:
- Gameplay visceral: tiros rápidos, recarga fluida e inimigos que exigem reação instantânea.
- Cooperação tática: classes distintas com habilidades complementares, incentivando trabalho em equipe.
- Modernização visual: gráficos de última geração, iluminação dinâmica e ambientes que lembram selvas pré-históricas.
Esses elementos foram testados em duas sessões de demo: uma no PC com controle xbox e outra no Nintendo Switch 2, tanto docked quanto handheld. O feedback geral foi positivo, embora a performance no Switch tenha sido alvo de críticas.
O que vem depois
Com o lançamento previsto para o final de 2026 (data ainda não confirmada), a expectativa é que Turok: Origins expanda seu conteúdo além da demo. Possíveis atualizações incluem:
- Novas classes e habilidades, ampliando a variedade tática.
- Mapas adicionais e modos de jogo, como “Survival” contra ondas intermináveis de criaturas.
- Suporte a cross‑play entre PC, Xbox e Switch, facilitando partidas entre plataformas.
- Atualizações de performance, especialmente para o Switch, que atualmente roda a 30fps.
Além disso, a comunidade já especula sobre DLCs que poderiam introduzir novos períodos históricos (ex.: era do Cretáceo avançado) e até mesmo um modo PvP onde caçadores competem por recursos. A Saber Interactive ainda não confirmou nenhum plano concreto, mas a prática da empresa de lançar conteúdos pós‑lançamento sugere que isso pode acontecer.
Onde isso pode dar
Minha aposta é que Turok: Origins pode redefinir o nicho de shooters com temática jurássica. Se a performance for otimizada e o suporte a cross‑play for efetivo, o título tem potencial para criar uma comunidade sólida de jogadores que buscam ação rápida combinada com a nostalgia dos dinossauros. Por outro lado, se a versão Switch permanecer limitada a 30fps, a experiência pode ser comprometida, afastando parte do público que prefere portabilidade.
Em resumo, o reboot entrega o que promete: um Doom pré‑histórico que agrada tanto veteranos quanto novatos. A decisão de comprar deve levar em conta a plataforma desejada e a tolerância a possíveis patches de performance.
Para ficar no radar
Fique atento às próximas atualizações da Saber Interactive nas redes sociais e nos canais oficiais do Summer Game Fest. Anúncios de data de lançamento, lista completa de classes e detalhes sobre cross‑play deverão surgir nos próximos meses.
Enquanto isso, vale a pena conferir a demo novamente, testar as três classes e decidir qual delas melhor se encaixa no seu estilo de jogo. Afinal, a escolha da classe pode mudar completamente a dinâmica da partida, e experimentar todas antes de se fixar pode ser a chave para aproveitar ao máximo o que Turok: Origins tem a oferecer.


