Desenvolvedores de Tom Clancy's rainbow six siege na Ubisoft Barcelona iniciaram greve até julho, protestando contra demissões em massa e a política de retorno ao escritório (RTO) imposta pela empresa.
Por que os funcionários de Ubisoft Barcelona decidiram entrar em greve?
A decisão foi tomada após a anunciada redução de até 380 cargos em todo o grupo Ubisoft, com a filial espanhola sendo particularmente afetada. A diretoria pretende focar a produção de Barcelona exclusivamente em Rainbow Six, deixando de lado projetos de apoio como rayman raving rabbids e Star Trek: Bridge Crew. A medida gerou insegurança, pois muitos dos demitidos eram responsáveis por títulos de sucesso e, ao mesmo tempo, surgiram novas exigências: proteção contra demissões coletivas por cinco anos, a restauração de pacotes de promoção já acordados e a volta ao regime híbrido 60/40 de trabalho remoto.
Quais são as reivindicações dos sindicatos?
O sindicato espanhol La Confederación General del Trabajo (CGT) organizou a paralisação e listou as principais demandas:
- Garantia de não demissão coletiva por um período mínimo de cinco anos.
- Reativação dos planos internos de promoção que haviam sido negociados anteriormente.
- Retorno ao modelo de trabalho híbrido 60% remoto e 40% presencial.
- Revisão dos aumentos salariais e benefícios trabalhistas.
Essas reivindicações não são novidade; em 2024, a mesma equipe já havia ajuizado ação contra a ordem de retorno ao escritório, o que demonstra uma disputa prolongada entre a direção da Ubisoft e seus colaboradores.
Como a greve será executada?
Os trabalhadores decidiram interromper as atividades nas tardes de terça e quinta-feira, a partir de 30 de junho até 17 de julho. Cada dia de paralisação será marcado por “downtime” — um período em que os servidores internos são desligados e nenhum código novo é submetido. Essa estratégia visa minimizar impactos nos lançamentos e, ao mesmo tempo, chamar a atenção da alta direção e da mídia internacional.
Qual o impacto imediato para os jogadores de Rainbow Six: Siege?
Até o momento, a Ubisoft assegurou que o cronograma de atualizações planejadas não será alterado. Contudo, a greve pode atrasar pequenas correções de bugs ou conteúdos menores que dependem da equipe de suporte em Barcelona. Para a comunidade brasileira, o risco real é a possível diminuição de ritmo de novidades, algo que já tem gerado preocupação em fóruns como Reddit e nos grupos de Discord dedicados ao jogo.
O que a Ubisoft tem a dizer?
A empresa ainda não respondeu publicamente a todas as demandas, mas reiterou que a reestruturação faz parte de um plano maior de investimento de €1.16 bilhões da Tencent. A promessa é que a concentração de recursos em Rainbow Six: Siege trará um “renovado foco” no título, potencialmente resultando em novos modos, mapas e eventos. Ainda assim, a falta de clareza sobre o futuro dos demais projetos de apoio deixa os fãs apreensivos.
Como a comunidade gamer pode apoiar a causa?
Além de acompanhar as notícias, os jogadores podem:
- Assinar petições online que pressionam a Ubisoft a negociar com os sindicatos.
- Participar de discussões em redes sociais usando hashtags como #UbisoftBarcelona e #SupportR6Developers.
- Evitar compras de microtransações ou DLCs até que a situação seja resolvida, como forma de sinalizar descontentamento.
Essas ações ajudam a dar visibilidade ao problema e podem influenciar decisões corporativas, especialmente quando a pressão vem de uma base de consumidores engajada.
O que esperar nos próximos meses?
Se a greve se mantiver até o fim de julho, a Ubisoft terá que negociar com a CGT para evitar um impasse prolongado. Caso as negociações fracassem, há risco de novas paralisações, possivelmente envolvendo outras unidades da empresa, como a equipe de Assassin's Creed. Por outro lado, um acordo rápido poderia garantir a continuidade dos projetos em andamento e preservar empregos críticos para o ecossistema de jogos da Ubisoft.
Onde isso pode dar?
O desfecho da greve de Barcelona pode servir de precedente para futuros conflitos trabalhistas no setor de games, especialmente em um cenário onde grandes investidores como a Tencent exercem influência crescente. Se a Ubisoft conseguir equilibrar a necessidade de corte de custos com a manutenção de um ambiente de trabalho saudável, poderá reforçar sua reputação entre desenvolvedores e jogadores. Caso contrário, o estigma de “empresa que demite” pode se aprofundar, afetando recrutamento e a confiança da comunidade.
Datas e o que vem depois
• 30/06 – Primeiro dia de greve (terça‑feira).
• 02/07 – Segundo dia de greve (quinta‑feira).
• 04/07 – Terceiro dia de greve (terça‑feira).
• 06/07 – Quarto dia de greve (quinta‑feira).
• 11/07 – Quinto dia de greve (terça‑feira).
• 13/07 – Sexto dia de greve (quinta‑feira).
• 17/07 – Último dia programado de paralisação.
Após 17 de julho, a expectativa é que ambas as partes voltem à mesa de negociação. Enquanto isso, a comunidade deve ficar atenta a comunicados oficiais da Ubisoft e a eventuais atualizações de conteúdo que possam ser adiadas.


