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Warhammer 40,000: Dawn of War IV não inova como esperavam

· · 4 min de leitura
Cena do jogo Warhammer 40,000
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TL;DR: Dawn of War IV chega como um RTS sólido, mas esquece de inovar, repetindo fórmulas antigas da série e deixando os veteranos meio frustrados.

O que aconteceu

Warhammer 40,000: Dawn of War IV foi lançado pela Deep Silver em parceria com a King Art Games, trazendo de volta as facções icônicas – Orks, Adeptus Mechanicus, Necrons e os humanos – em duas campanhas de pré‑visualização. O jogo mantém a base de construção, o uso de cobertura e um cap de unidades maior que o de Dawn of War 2, mas tenta ser mais fiel ao original de 2004. Os gráficos estão mais nítidos, as animações de combate mais fluidas e há mais opções de customização de armas e habilidades.

Mesmo com esses upgrades visuais, a experiência geral parece um remake que não ousa mudar nada. As missões são curtas, o design das batalhas tende a virar um "blob" de soldados atirando bolters, e a interface de controle fica saturada de ícones quando o exército cresce. Em resumo: funciona, mas falta aquele toque de revolução que fez Dawn of War 2 e 3 se destacarem.

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Os primeiros minutos do trailer já dão o tom: muita fumaça, explosões de bolters e aquele clássico grito de guerra dos Orks. Mas a sensação de novidade que se esperava acabou se perdendo quando o jogo começou a rodar.

Como chegamos aqui

A saga Dawn of War começou em 2004, sob a batuta da Relic Entertainment. O primeiro título se destacou por introduzir cobertura dinâmica, customização de unidades e um visual sangrento que contrastava com os RTS mais “cartoon” da época. Em seguida, Dawn of War 2 abandonou a construção de bases e focou em pequenos esquadrões, forçando o jogador a pensar taticamente em cada movimento – um salto ousado que recebeu elogios por sua inovação.

Dawn of War 3 tentou mesclar o melhor dos dois mundos, trazendo heróis ao estilo MOBA e reintroduzindo base building, porém com algumas concessões que não agradaram a todos. Cada iteração mostrou que a série tem uma tradição de se reinventar, ainda que nem sempre com sucesso.

Quando a King Art Games pegou a tocha, prometeu honrar o legado e, ao mesmo tempo, acrescentar novas mecânicas. O que realmente chegou foi um conjunto de melhorias superficiais: texturas mais detalhadas, modelos mais polidos e um arsenal maior de armas para equipar. O que faltou foi a coragem de mudar a fórmula – como remover o cap exagerado de unidades ou criar um sistema de cobertura mais estratégico.

Alguns pontos positivos ainda merecem destaque:

  • Customização profunda: jogadores podem trocar armas, adicionar habilidades e adaptar squads ao estilo de jogo.
  • Variedade de facções: Orks, Adeptus Mechanicus, Necrons e humanos trazem unidades visualmente distintas.
  • Detalhes de animação: walkers que dançam, unidades que se contorcem ao ser destruídas – um carinho para os fãs de lore.

Entretanto, esses bônus são ofuscados por falhas de design recorrentes:

  1. Interface sobrecarregada – o toolbar inferior fica ilegível quando o exército cresce.
  2. Falta de escolhas táticas – ao final, a maioria das missões se resume a “jogue tudo de uma vez”.
  3. Campanhas desbalanceadas – a campanha dos Orks é um massacre de unidades baratas, enquanto a Adeptus Mechanicus exige micro‑gerenciamento que o jogo não facilita.

Um exemplo clássico vem da missão de defesa da Adeptus Mechanicus, onde Potentia Delta-9 precisa segurar ondas de Necrons enquanto resgata unidades aprisionadas. O cenário parece promissor, mas a falta de ferramentas de controle rápido transforma a experiência em um “clique‑e‑esquenta”.

O que vem depois

O futuro de Dawn of War IV ainda está em aberto. A King Art Games prometeu lançar as duas campanhas restantes (Humanas e Necrons) e, possivelmente, patches que ajustem a UI e introduzam modos de dificuldade mais desafiadores. Se a comunidade conseguir pressionar por mudanças – como um cap de unidades mais inteligente ou um sistema de cobertura revisitado – o jogo pode ganhar vida própria.

Enquanto isso, os fãs que buscam nostalgia podem aproveitar o visual aprimorado e a fidelidade ao material de Warhammer 40,000. Já os veteranos que esperam por inovação podem ficar de olho em possíveis dlcs ou em um eventual Dawn of War 5, que talvez traga a ousadia que a série sempre soube entregar.

Para ficar no radar

Se você ainda não deu um play em Dawn of War IV, vale a pena testar a demo (se ainda disponível) ou assistir a gameplays no YouTube para sentir se a experiência compensa o investimento. Lembre‑se de ajustar a dificuldade para evitar aquele “bolter‑blob” que tira a graça da estratégia.

Em suma, Dawn of War IV entrega um RTS competente, mas deixa a desejar ao não assumir o risco de se reinventar. A esperança agora está nas mãos da comunidade e dos próximos patches.

Perguntas frequentes

Dawn of War IV traz novidades em relação aos jogos anteriores? ▾
Ele traz melhorias gráficas e mais opções de customização, mas mantém a maioria das mecânicas básicas da série, sem grandes inovações.
É possível jogar Dawn of War IV com dificuldade maior? ▾
Sim, o jogo inclui diferentes níveis de dificuldade que podem ser ajustados nas opções antes de iniciar a campanha.
Quais facções estão disponíveis em Dawn of War IV? ▾
Até o momento, o preview inclui Orks, Adeptus Mechanicus, Necrons e humanos, com as duas campanhas restantes ainda por chegar.
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