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Wicked: For Good – Por que a sequência estrelada por Ariana Grande domina a Netflix

· · 4 min de leitura
Jovem em leggings faz agachamento, segurando controle da TV e com a capa de “Wicked: For Good” ao fundo
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TL;DR: "Wicked: For Good", sequência estrelada por ariana grande, lidera a netflix nos EUA, mas divide críticos e fãs sobre sua qualidade.

O que aconteceu?

Em 2025, Jon M. Chu lançou "Wicked: For Good", continuação direta de "Wicked: Part I" (2024). O filme retoma a história de Elphaba (Cynthia Erivo) e Glinda (Ariana Grande), agora chamada Glinda, que se vê envolvida em uma luta política contra o regime corrupto de Oz. Apesar de não ter recebido indicações ao Oscar, a obra rapidamente se tornou a mais assistida da Netflix nos Estados Unidos, segundo dados de monitoramento de streaming.

O enredo aprofunda a propaganda que rotula Elphaba como a "Bruxa Má" e introduz novos personagens, como o próprio wizard (interpretado por Jeff Goldblum), que tenta eliminar animais falantes para consolidar seu poder. A trama também explora o grimmerie, um tomo mágico que potencializa os poderes de Elphaba, e traz um tom mais sombrio que o primeiro filme, que focava nas canções icônicas "popular" e "Defying Gravity".

Como chegamos aqui?

O sucesso da adaptação de "Wicked" começou com a primeira parte, que arrecadou cifras bilionárias e garantiu dez indicações ao Oscar, incluindo duas vitórias. O público foi atraído principalmente pela combinação de um musical premiado, a direção de Chu (conhecido por "step up 3d" e "in the heights") e o carisma de Ariana Grande, então ainda em ascensão como atriz musical.

Entretanto, a sequência sofreu críticas por um roteiro inflado e por escolhas narrativas que diluíram o impacto das músicas originais. Alguns críticos, como Justin Chang do The New Yorker, chamaram o filme de "abominação" por sua tentativa de retconar a história. Outros, como BJ Colangelo da /Film, elogiaram a ambição política da obra e a evolução da performance de Grande.

  • Pró: Elphaba ganha mais profundidade mágica; Grande mostra evolução de personagem; visual de Oz mais sombrio e sofisticado.
  • Contras: Ritmo arrastado; inserções de material novo que parece forçado; perda de energia comparada ao musical de palco.

Além das críticas, a estratégia de lançamento na Netflix foi decisiva. Ao disponibilizar o filme simultaneamente em todas as regiões (exceto alguns mercados restritos), a plataforma garantiu alta visibilidade, impulsionando o número de visualizações nos primeiros dias.

O que vem depois?

Com a sequência dominando a Netflix, a expectativa agora recai sobre possíveis novos projetos dentro do universo de "Wicked". A própria Universal ainda não confirmou um terceiro filme, mas a popularidade do título na streaming pode abrir caminho para spin‑offs focados em personagens secundários, como a história dos animais falantes ou até mesmo uma prequela sobre o Wizard.

Do ponto de vista dos fãs, a discussão gira em torno de duas questões principais: a série deve permanecer fiel ao espírito do musical original ou pode explorar novas narrativas mais sombrias? E, sobretudo, como a presença de celebridades como Ariana Grande influencia a recepção crítica versus a popularidade de streaming?

Enquanto isso, a Netflix pode usar o sucesso de "Wicked: For Good" como argumento para adquirir mais adaptações de grandes musicais, reforçando sua estratégia de conteúdo premium que combina nomes de peso e propriedades reconhecíveis.

O lado que ninguém está vendo

O que poucos noticiários destacam é o impacto cultural que a sequência gera ao transformar um clássico da Broadway em um fenômeno de streaming. Isso cria um novo modelo de consumo onde o sucesso de um filme não depende apenas de bilheteria ou prêmios, mas da capacidade de gerar discussões virais nas redes sociais e de manter o público engajado por semanas. Ariana Grande, já uma referência musical, agora também se consolida como um ponto de referência para projetos cinematográficos de grande escala.

Se a Netflix continuar a apostar em adaptações de grandes musicais, o mercado poderá ver um renascimento de obras que antes eram exclusivas do teatro, mas que agora encontram nova vida nas telas de casa. O risco, porém, é que a pressão por audiência possa levar a decisões criativas que comprometem a integridade da obra original.

A aposta da redação

Consideramos que "Wicked: For Good" representa um ponto de inflexão: ele demonstra que um filme pode ser criticamente divisivo e ainda assim ser o mais assistido da plataforma. A presença de Ariana Grande garante atenção imediata, mas também eleva as expectativas a patamares quase inatingíveis. Se a sequência conseguir equilibrar a nostalgia do musical com inovações narrativas, poderá abrir caminho para uma nova era de adaptações de Broadway que não dependem exclusivamente de prêmios, mas sim da força de streaming.

Em suma, o futuro de "Wicked" na Netflix ainda é incerto, mas a tendência é clara: o público quer mais, e os estúdios vão entregar, ainda que isso signifique arriscar críticas duras.

Perguntas frequentes

Por que "Wicked: For Good" está no topo da Netflix nos EUA?
A combinação de um elenco estrelado, a popularidade do musical original e a estratégia de lançamento simultâneo na plataforma gerou alta demanda e visualizações.
A sequência recebeu boas avaliações da crítica?
As críticas foram mistas: alguns elogiaram a ambição política e a evolução de Ariana Grande, enquanto outros apontaram ritmo arrastado e excesso de material novo.
Existe a possibilidade de um terceiro filme de "Wicked"?
Até o momento não há confirmação oficial, mas o sucesso de streaming pode incentivar a Universal a desenvolver novos projetos dentro do universo.
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