Worms: Galactic Tactics chega como o mais recente XCOM em 3D, mesclando a tradicional anarquia dos Worms com mecânicas de mira manual e estrutura roguelike. O jogo, previsto para 2027, já está gerando debate entre veteranos da série e fãs de táticas por turno.
Fato: Worms: Galactic Tactics chega como XCOM em 3D
Desenvolvido pela Absolutely Games e publicado pela Team17, Worms: Galactic Tactics será um título 3D de estratégia por turnos, inspirado no sucesso de franquias como XCOM. A proposta inclui um modo campanha focado em um torneio televisivo onde três vermes nomeados competem em rodadas roguelike, além de opções de multiplayer local e online. O visual já foi apresentado na Gamescom 2026, revelando ambientes futurísticos, armas de laser e mecânicas de elevação que afetam a linha de tiro.
Ao contrário dos jogos Worms tradicionais, que utilizam um sistema de porcentagem de acerto, Galactic Tactics exige que o jogador aponte manualmente a arma e complete um minijogo de tempo para determinar a precisão. O sucesso depende da habilidade do jogador em acertar o “sweet spot”, recompensando com dano crítico ou, caso falhe, desperdiçando munição e até ferindo aliados.
Contexto: por que isso importa para o público brasileiro
O Brasil tem sido um dos maiores mercados de jogos de estratégia por turnos na América Latina, com títulos como XCOM, Fire Emblem e a própria série Worms mantendo comunidades ativas. A saturação do gênero, porém, tem gerado críticas sobre falta de inovação. Worms: Galactic Tactics chega num momento em que os jogadores buscam algo familiar, porém com uma camada de profundidade tática que justifique o investimento de tempo.
Além disso, a decisão da Team17 de retomar um projeto 3D – algo que a própria empresa evitou por duas décadas – sinaliza uma tentativa de revitalizar a franquia para novas gerações. Para os fãs brasileiros, que cresceram com as versões 2D nos consoles de sexta geração, a transição para 3D pode representar tanto uma oportunidade de redescobrir a série quanto um risco de perder a identidade "Wormsy".
- Herança local: torneios universitários de Worms ainda são organizados em cidades como São Paulo e Curitiba.
- Preferência por táticas: jogos como XCOM 2 e Phoenix Point têm vendas consistentes no Brasil, indicando demanda por experiências estratégicas.
- Expectativa de multiplayer: a comunidade brasileira valoriza modos cooperativos e competitivos, algo que o título promete entregar.
Reação dos fãs e do mercado
Nas redes sociais, hashtags como #WormsGalacticTactics e #WormsXCOM começaram a ganhar tração logo após a demonstração na Gamescom. Comentários de influenciadores brasileiros de jogos de estratégia apontam que a mecânica de mira manual pode ser um divisor de águas, acrescentando “skill‑shot” ao tradicional caos aleatório.
Entretanto, há ceticismo. Alguns veteranos temem que a ênfase em roguelike possa tornar o progresso excessivamente punitivo, afastando quem prefere partidas rápidas. Analistas de mercado observam que o título ainda não tem data de lançamento confirmada, o que dificulta previsões de vendas, mas apontam que o histórico de Worms no Brasil – com mais de 1 milhão de cópias vendidas nas versões 2D – indica um ponto de partida sólido.
Em fóruns como Reddit e Discord, a discussão gira em torno de duas questões principais:
- O quão profunda será a personalização de armas e upgrades ao longo das corridas roguelike?
- O modo multiplayer será tão robusto quanto o single‑player, ou será um mero extra?
Até agora, a Absolutely Games ainda não revelou detalhes sobre o número de mapas ou a existência de um sistema de matchmaking dedicado ao Brasil, o que deixa a comunidade em expectativa.
O que esperar
Com base nas demonstrações e nas declarações da equipe de desenvolvimento, podemos antecipar alguns pontos-chave para quem acompanha a cena geek brasileira:
- Mecânica de mira manual: o jogador controla a trajetória da munição e completa um teste de tempo para acertar críticos.
- Elevação tática: posições altas concedem bônus de precisão, incentivando movimentos agressivos.
- Destruição de terreno: embora o mapa continue sendo grid‑based, explosões podem criar crateras e mudar a topografia, gerando novas linhas de tiro.
- Progressão roguelike: upgrades como “holy hand grenades” e “concrete donkeys” são desbloqueáveis entre corridas, promovendo replayability.
- Multiplayer futuro: modos cooperativo e competitivo foram confirmados, mas ainda sem cronograma.
Se a execução mantiver o equilíbrio entre a aleatoriedade clássica dos Worms e a estratégia deliberada dos XCOM, o jogo tem potencial para atrair tanto os fãs nostálgicos quanto os entusiastas de táticas por turno. Caso contrário, corre o risco de ser mais um título “XCOM” genérico que não consegue se destacar.
Vale notar que a Absolutely Games também está desenvolvendo um título Worms “clássico” para ser lançado posteriormente, o que pode servir como um contraponto caso Galactic Tactics não atenda às expectativas.
Datas e o que vem depois
Até o momento, a data oficial de lançamento permanece indefinida, com a equipe indicando 2027 como janela provável. Enquanto isso, a comunidade brasileira pode ficar de olho nos próximos eventos da Gamescom, na PAX Brazil e nas transmissões da Team17, onde atualizações de desenvolvimento costumam ser anunciadas.
Para quem já possui a versão clássica, o melhor caminho é acompanhar os canais oficiais da Absolutely Games nas redes sociais, participar de betas fechados quando disponíveis e, claro, manter a prática de “testar tudo” – afinal, a essência dos Worms sempre foi transformar cada erro em diversão.
Se o título cumprir o que promete, Worms: Galactic Tactics pode não só revitalizar a franquia, mas também abrir espaço para novos projetos híbridos de estratégia e humor no mercado brasileiro.


