TL;DR: X-Factor reaparece em X-Men '97 com Havok, Polaris, Strong Guy, Wolfsbane e Multiple Man, mas sua política de prender mutantes gera polêmica.
O que aconteceu?
No episódio 2 da segunda temporada, "A Force to Be Reckoned With", o governo americano, representado por Valerie Cooper, cria um grupo de mutantes chamado X-Factor. O objetivo oficial é proteger crianças mutantes, mas a prática envolve confinamento forçado e uso de colares que suprimem poderes. A equipe entra em confronto direto com o underground X-Force, liderado por Cable e Jubilee, revelando a dicotomia entre segurança e liberdade.
Como chegamos aqui?
Para entender a presença de X-Factor, é preciso voltar à história dos quadrinhos. O título X-Factor foi lançado em 1986 para reunir os cinco X-Men originais (Cyclops, Jean Grey, Iceman, Beast e Angel) que, na época, estavam sob comando de Magneto. A proposta era ambígua: mutantes se passando por super‑humanos sem poderes, capturando outros mutantes. Essa premissa serviu de base para o arco de Apocalypse, que foi adaptado na série animada dos anos 90.
Nos anos 90, Peter David assumiu a série e introduziu novos membros como Havok, Polaris, Strong Guy e Multiple Man. Essa segunda formação foi a que apareceu em "X-Men: The Animated Series" e, agora, em "X-Men '97". A escolha de manter a mesma equipe não é aleatória; ela traz uma herança de conflitos internos entre a missão de proteger e a tendência de controlar.
- Havok (Alex Summers) – líder de campo, capaz de disparar explosões de energia.
- Polaris (Lorna Dane) – filha de Magneto, controla magnetismo e tem um relacionamento romântico com Havok.
- Strong Guy (Guido Carosella) – converte energia em força física, além de ser o alívio cômico da equipe.
- Wolfsbane (Rahne Sinclair) – mutante escocesa que se transforma em lobisomem.
- Multiple Man (Jamie Madrox) – cria clones infinitos de si mesmo.
O retorno de X-Factor ao universo da animação traz também a figura de Valerie Cooper, agente governamental que, após apoiar Magneto na primeira temporada, passa a justificar a contenção de mutantes como medida de segurança nacional.
O que vem depois?
A narrativa de X-Men '97 sugere que a presença de X-Factor será um ponto de tensão permanente. Enquanto eles usam a estética tradicional dos X-Men (código de cores azul e amarelo), sua abordagem autoritária levanta questões sobre o verdadeiro significado de "defender mutantes". A série ainda não revelou se Polaris permanecerá na equipe ou se romperá com Valerie Cooper, mas cenas promocionais indicam que ela pode retornar ao X-Mansion e proteger os jovens mutantes por conta própria.
Além disso, a captura de Jubilee e a sabotagem de Polaris nas celas sugerem um arco de resistência interna, possivelmente culminando em uma ruptura dentro do próprio X-Factor. A série ainda está em andamento, com novos episódios lançando às quartas‑feiras no Disney+, então os fãs devem ficar atentos a possíveis reviravoltas que podem redefinir o papel dos mutantes no cenário político da série.
Onde isso pode dar
Ao analisar a trajetória de X-Factor, percebemos que a equipe pode servir como espelho das políticas de segurança real, como a detenção de imigrantes nos EUA. Essa analogia abre espaço para críticas sociais mais profundas, algo que a franquia X-Men sempre cultivou. Se X-Factor permanecerá como um órgão governamental corrupto ou se evoluirá para um grupo rebelde que luta pelos direitos mutantes, dependerá das escolhas narrativas dos roteiristas.
Em última análise, X-Factor pode ser o catalisador que forçará os X-Men a reconsiderarem sua estratégia de integração versus separatismo. A série tem potencial para explorar essa dualidade de forma mais madura que as versões anteriores, oferecendo ao público uma reflexão sobre autoridade, liberdade e identidade mutante.
O veredito
X-Factor chega a X-Men '97 como um elemento controverso que desafia a ideia tradicional de heroísmo. Se a equipe for mantida como guardiã autoritária, pode alienar parte do público que busca representatividade e empatia. Por outro lado, sua possível ruptura e alinhamento com os X-Men podem gerar momentos emocionantes e politicamente relevantes. A aposta da redação é que a série usará X-Factor para aprofundar o debate sobre o que realmente significa proteger uma minoria em um mundo hostil.


