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Xenoverse 3: a raça Android finalmente entra — e muda o meta?

· · 6 min de leitura
Jovem em roupa de treino levanta halteres ao lado de um console Xbox e pôster de Android de Xenoverse 3
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Bandai Namco soltou, em 3 de setembro, durante o State of Play da playstation, o segundo trailer de dragon ball xenoverse 3 — e a maior novidade não é um golpe novo, mas a entrada da raça android na criação de personagem. O material, batizado de Fight Your Own Way, lista seis raças jogáveis (Earthling, Saiyan, Namekian, Frieza Race, Majin e Android) e antecipa um lançamento previsto para 2027, mais de uma década depois do Xenoverse 2 original de 2016.

O que aconteceu

O trailer divulgado no State of Play não mostrou gameplay pesado nem vilão final, mas concentrou o holofote no sistema de criação de personagem — historicamente o coração da franquia Xenoverse. A mensagem oficial é clara: o jogador não vai controlar Goku, Vegeta ou qualquer canônico da linha principal, e sim um Time Patroller (Patrulha do Tempo) montado do zero, com aparência, estilo de luta e até técnicas herdadas de outros heróis.

Quem jogou Xenoverse 2 sabe que a customização era uma das grandes sacadas: combinando raça, atributos e moveset, dava para montar um guerreiro único. A proposta de Xenoverse 3 leva isso adiante ao permitir escolher um fighting style baseado nos movimentos e habilidades de 130 heróis diferentes — um salto considerável em relação ao repertório do jogo anterior. A Bandai Namco reforça que essas escolhas moldam não só a aparência, mas a forma como o combate se desenrola ao longo da campanha.

As seis raças e o que cada uma oferece

  • Earthling (Humano): a base versátil, boa para quem está começando.
  • Saiyan: força bruta e transformação, carro-chefe de qualquer jogo de Dragon Ball.
  • Namekian: regeneração e técnicas de alongamento, clássico de Piccolo e Nail.
  • Frieza Race: a linhagem do imperador, com foco em ki e transformações douradas.
  • Majin: a raça de Buu, com corpo elástico e golpes absurdos.
  • Android (novidade!): primeira vez na linha Xenoverse, promete acesso a buffs tecnológicos, energia infinita e estilo de luta mais calculista.
A inclusão da raça Android não é só cosmética — ela altera o meta competitivo e dá ao jogador um perfil híbrido entre suporte e dano que não existia antes.

Como chegamos aqui

A existência de um novo Dragon Ball com criação de personagem não é exatamente uma surpresa. O projeto foi codinome Age 1000 durante a fase de teaser, quando a Bandai Namco confirmou, ainda em 2024/2025, que um jogo de Dragon Ball ambientado na linha temporal futura estava em produção. A revelação quase acidental veio em fevereiro, quando o trailer apareceu listado numa playlist chamada Dragon Ball Xenoverse 3 no canal da Bandai Namco Southeast Asia no YouTube — o que forçou a publisher a oficializar o título mais cedo do que planejava.

O silêncio editorial de mais de dez anos desde Xenoverse 2 também pesa. Xenoverse 2 nasceu em 2016, virou um sucesso de longa cauda justamente por ser um sandbox multiplayer de Dragon Ball com DLCs por anos, e se transformou no jogo mais jogado da franquia em várias plataformas. O novo capítulo assume essa toada, mas troca a ambientação: em vez do Conton City, o jogador acorda em AGE 1000, uma linha temporal futurista onde os inimigos clássicos já foram derrotados e uma nova geração de heróis estuda em uma universidade em West City.

A premissa do protagonista é batata básica de RPG, mas funciona: um herói misterioso chega de outra era sem memória do passado, é recrutado por essa nova geração e acaba equilibrando missões de proteção da paz com a rotina de estudante universitário. É um terreno mais Slice of Life do que o usual de Dragon Ball, e abre espaço para um elenco original de companheiros — algo que a franquia raramente abraçou em jogos.

O que vem depois

Por ora, a Bandai Namco segura as informações de gameplay pesado. Não há data exata em 2027, nem plataformas confirmadas além do State of Play (que historicamente foca em PS5), preço sugerido, número de DLCs pós-lançamento ou detalhes sobre multiplayer cross-play. Também não há confirmação sobre um beta aberto ou fechado antes do lançamento — embora, dado o histórico de Xenoverse 2, seria surpresa se não houvesse algum tipo de teste público antes do fim.

O ponto que vai definir o sucesso ou o fracasso de Xenoverse 3 é justamente o que o trailer não mostrou: a densidade do conteúdo de história, a qualidade do netcode para o multiplayer online e o equilíbrio entre as seis raças. A chegada da raça Android é um chamariz óbvio, mas ela só vale alguma coisa se os matches online não lembrarem os servers problemáticos do começo de Xenoverse 2.

O que falta saber

  1. Plataformas confirmadas (PC, xbox e switch 2 ainda não foram oficializados).
  2. Preço e edições especiais no Brasil, normalmente reveladas mais perto do lançamento ocidental.
  3. Se a raça Android terá transformação própria (algo como um modo Super Android) ou ficará restrita ao moveset base.
  4. Quantos heróis dos 130 citados serão versões alternativas de Goku e Vegeta (o que pode inchar o roster sem diversificar).

A aposta da Bandai com a raça Android

Do ponto de vista estratégico, trazer Android para a criação de personagem é uma resposta direta a uma crítica antiga da comunidade: Xenoverse 2 sempre foi acusado de empurrar o jogador para raças com transformações mais vistosas (Saiyan e Frieza Race), porque elas vendem mais screenshots. Inserir Android obriga o balanceamento a criar uma curva de poder paralela, com vantagens em sustentação e tec em vez de puro dano bruto.

Para o produtor, é também uma forma de puxar o público que sempre pediu para jogar com o Androide 17, o Androide 18 ou modelos inspirados em Cell — algo que o modo custom nunca entregou de forma satisfatória. Para o jogador competitivo, é uma variável nova que pode reviver o meta e dar razão para voltar às filas online já no primeiro mês. Para o fã casual, é mais um motivo para não repetir o mesmo Saiyan loiro de sempre.

Onde isso pode dar certo — e onde pode dar errado

  • Pode dar certo: a campanha com elenco universitário original, inédita na franquia, pode render quests com humor e drama próprio, fugindo do ciclo eterno de "recoletar as Esferas do Dragão".
  • Pode dar certo: 130 heróis como base de estilo de luta é um número saudável, grande o suficiente para manter o meta diverso por anos de patches.
  • Pode dar errado: se o netcode travar ou os servidores forem instáveis no lançamento, a comunidade migrada de Xenoverse 2 não vai dar segunda chance — o jogo precisa de matchmaking sólido já no dia um.
  • Pode dar errado: DLCs focadas em transformar a raça Android em pay-to-win (mais buffs, mais energia) quebram a promessa de balanceamento logo de cara.

Para ficar no radar

Xenoverse 3 é o tipo de jogo que ou vira o novo ponto de encontro da comunidade Dragon Ball por mais uma década, ou vira mais um caso de promessa não cumprida. O trailer de criação de personagem acende o hype, mas a Bandai Namco ainda precisa mostrar: uma janela de lançamento mais apertada em 2027, plataformas oficiais, primeiro gameplay de combate real e detalhes do multiplayer online. A comunidade já está em contagem regressiva, e a inclusão da raça Android é o tipo de decisão que, bem executada, pode segurar essa base por anos — e mal executada, cobra caro em avaliação no Metacritic logo na primeira semana.

Perguntas frequentes

Dragon Ball Xenoverse 3 tem data de lançamento?
Ainda não. A Bandai Namco confirma apenas o ano de 2027, sem mês, dia ou plataformas finais divulgadas além da apresentação no State of Play da PlayStation.
Quais são as raças jogáveis em Xenoverse 3?
São seis raças: Earthling, Saiyan, Namekian, Frieza Race, Majin e Android. A raça Android é a grande novidade da franquia e nunca tinha aparecido em Xenoverse 2.
A raça Android é a única novidade do novo trailer?
Não. O trailer também detalha o sistema de criação, a possibilidade de herdar técnicas de Super Fighters e a escolha de estilo de luta baseado em 130 heróis diferentes.
O jogo se passa na mesma linha temporal de Xenoverse 2?
Não. Xenoverse 3 se passa em AGE 1000, uma linha temporal futurista onde o protagonista chega sem memórias e se junta a uma nova geração de heróis universitários em West City.
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