ZAQ chegou às Filipinas nesta semana para participar do cosplay Mania 2026 e, em seguida, subir ao palco do Japanese Anime Music (JAM) concert no dia 4 de outubro, ao lado de MindaRyn.
Fato
A cantora‑compositora japonesa, conhecida por hits como “Sparkling Daydream” (Love, Chunibyo & Other Delusions!) e “Soranone” (Sound! Euphonium), concedeu entrevista exclusiva à Anime Corner durante sua visita. Ela falou sobre seu processo criativo, a importância de conectar tanto fãs de anime quanto ouvintes casuais, e a emoção de se apresentar em território filipino.
Contexto: por que importa
O cenário de anisongs – músicas tema de animes – tem se expandido além das fronteiras do Japão há alguns anos, mas ainda é raro ver artistas de peso como ZAZ ou LiSA fazendo turnês regulares na Ásia. A presença de ZAQ em Manila tem três implicações principais:
- Validação do mercado filipino. O público local tem demonstrado consumo crescente de conteúdo japonês, desde streaming de séries até vendas de merchandise.
- Troca cultural. Ao adaptar suas composições para um público que pode não estar familiarizado com os animes, ZAQ demonstra que a música pode ser ponte entre duas culturas.
- Potencial de negócios. Promotores de eventos e gravadoras podem enxergar oportunidades de novos shows, lançamentos de edições limitadas e colaborações com artistas filipinos.
Entretanto, há quem argumente que a “importação” de artistas japoneses pode ofuscar talentos locais, criando um desequilíbrio no ecossistema musical da região.
Reação dos fas/mercado
Nas redes sociais, a hashtag #ZAQinPH explodiu em tendências. Fãs filipinos elogiaram a energia da cantora e a promessa de um “encontro cara a cara”. Comentários positivos ressaltaram a oportunidade de ouvir ao vivo músicas que antes eram apenas trilhas de fundo nas séries.
Por outro lado, alguns críticos de mídia local questionaram a estratégia de trazer um artista já consolidado ao invés de investir em talentos emergentes da própria Filipinas. Eles apontam que o investimento em shows internacionais pode desviar recursos de iniciativas de desenvolvimento de artistas regionais.
Do ponto de vista comercial, plataformas de streaming como Spotify e Apple Music já registram picos de procura por playlists de anisongs nas Filipinas. O aumento de buscas por “ZAQ songs” e “anime music Philippines” indica que o interesse já está em alta, o que pode justificar a decisão dos organizadores.
O que esperar
Com a agenda de ZAQ ainda em aberto, alguns cenários são plausíveis:
- Mais turnês em países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Tailândia, consolidando uma rota de shows de anisongs fora do Japão.
- Colaborações entre ZAQ e artistas filipinos, resultando em faixas bilíngues que mesclam J‑pop e OPM (Original Pilipino Music).
- Expansão de eventos como o JAM Concert, que podem se tornar festivais anuais permanentes em Manila, atraindo patrocinadores internacionais.
Se o sucesso das apresentações for mensurável – seja por venda de ingressos, engajamento nas redes ou aumento de streams – a indústria de anime music pode repensar sua estratégia de presença física, priorizando mercados emergentes.
Onde isso pode dar
O que estamos vendo não é apenas um show isolado, mas um teste de mercado que pode redefinir como a música de anime se globaliza. Se a resposta dos fãs filipinos permanecer positiva, poderemos assistir a uma nova era de turnês asiáticas, onde artistas como ZAQ se tornam embaixadores culturais, ajudando a criar uma comunidade musical transnacional. Por outro lado, se a crítica sobre a falta de apoio a talentos locais ganhar força, as produtoras podem precisar equilibrar importação e desenvolvimento interno, talvez lançando programas de mentoria ou joint‑ventures com selos filipinos. O futuro dependerá da capacidade de ambos os lados – artistas e organizadores – de transformar entusiasmo em iniciativas sustentáveis.


