O que torna o Striking Tiger Ranger tão especial?
A franquia power rangers — a icônica saga de heróis coloridos que moldou a infância de gerações — está prestes a dar um passo ousado com o lançamento de Power Rangers Unlimited. O grande destaque do novo material promocional é, sem dúvida, o Striking Tiger Ranger. Diferente de qualquer coisa que vimos nas três décadas de história da marca, este personagem surge envolto em mistério, com uma origem que desafia a continuidade que conhecemos.
O que mais chama a atenção na proposta é a dinâmica de "multiverso" que a HQ está construindo. Em um dos painéis revelados, o vilão clássico Lord Zedd — o antagonista principal de Mighty Morphin Power Rangers — afirma categoricamente que este novo Ranger deveria estar morto. Por outro lado, o Striking Tiger revela que, em sua linha do tempo de origem, Zedd já não representa uma ameaça há muito tempo. Esse choque de realidades é o combustível perfeito para uma narrativa que promete ser, no mínimo, caótica e épica.
Quem compõe a nova equipe de elite?
A premissa da HQ não é apenas focar no novato, mas sim reunir um time dos sonhos que atravessa o tempo e o espaço. Sob a orientação de uma figura enigmática conhecida apenas como "O Operador", o Striking Tiger Ranger está montando um esquadrão para enfrentar uma ameaça que combina exércitos de diferentes eras, incluindo os Tengu Warriors, os clássicos Putties e os Cogs do Império das Máquinas.
A lista de convocados é um verdadeiro presente para os fãs de longa data:
- Aurico (Red Ranger, Alien Rangers)
- Tanya (Yellow Ranger, Power Rangers Zeo)
- Damon Henderson (Green Ranger, Power Rangers Lost Galaxy)
- Danny Delgado (Black Ranger, Power Rangers Wild Force)
- Tori Hanson (Wind Ranger, Power Rangers Ninja Storm)
- Xander Bly (Green Ranger, Power Rangers Mystic Force)
- Gia Moran (Yellow Ranger, Power Rangers Megaforce)
- Robert James (Wolf Ranger, Power Rangers Jungle Fury)
Por que essa abordagem é um divisor de águas?
Sendo honesto, a franquia Power Rangers muitas vezes sofreu com a fragmentação de suas temporadas. Tentar conectar universos tão distintos sempre foi um desafio criativo imenso. No entanto, Power Rangers Unlimited parece ter encontrado a chave: o uso de um "hub" multiversal em Aquitar. Ao retirar os heróis de seus contextos originais e colocá-los sob um comando externo, a história ganha liberdade para explorar interações que nunca seriam possíveis na TV.
O roteiro, assinado pela dupla Joey Esposito e Kenny Porter, com arte de Alessio Zonno, demonstra um respeito profundo pelo cânone, mas não tem medo de subvertê-lo. A grande aposta aqui é se o público vai comprar essa ideia de "Ranger de outra realidade" ou se o excesso de elementos nostálgicos pode acabar sufocando o desenvolvimento do próprio Striking Tiger. A arte, pelo que foi liberado, é vibrante e consegue dar um tom moderno a uniformes que, em alguns casos, já têm décadas de idade.
O lado que ninguém está vendo
A grande questão que paira sobre este lançamento não é apenas a identidade do Striking Tiger, mas o custo dessa união multiversal. Histórias que envolvem realidades alternativas geralmente terminam com algum tipo de sacrifício ou apagamento temporal. Se a Boom! Studios (editora responsável pelas HQs) está disposta a usar esse selo "Unlimited" para resetar ou consolidar partes da cronologia da franquia, podemos estar diante da mudança mais significativa na história da marca desde o início da fase dos quadrinhos modernos.
Além disso, o sucesso dessa HQ pode definir se veremos mais spin-offs focados em equipes "crossover" permanentes ou se isso será apenas um evento isolado. Para quem cansou das fórmulas repetitivas das últimas temporadas televisivas, essa HQ é, sem dúvida, o sopro de ar fresco que o fandom precisava.


